sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS DE NATAL E BOM ANO 2014

1. Votos de excelente Natal e de um ano 2014 com tudo de bom para todos os militares da C. Caç. 4242, seus familiares e de um modo geral para todos os leitores. Abraço cordial do director do blogue - Psícola

2. Votos de bom Natal e excelente ano novo, para todos os ex. militares da C.Caç. 4242, seus familiares e amigos. Grande abraço do Azevedo. 

3. Ana Mota de Moçambique para toda a família da C.CAÇ 4242 deseja um Bom Natal e um próspero Ano Novo.
Beijinhos para todos.
Ana Mota [filha do Mota]


4. Boa tarde, é com enorme gosto que quero desejar um bom natal e um bom ano de 2014  a todos os meus caros amigos.
E também desejar que passem a época natalícia com quem mais amam com muita saúde e muitos presentes e que o ano que se avizinha traga tudo de bom e que seja melhor que este, se possível.
Um grande abraço, 
Teixeira Amarante

5. Desejo um bom Natal assim como um bom Ano de 2014, com muita paz e saúde para ti e restante família.
Aproveito para enviares, por mim, os mesmos votos a todo o pessoal da 4242 assim como familiares.
Um abraço.
Silva


6. Venho em nome do meu pai Joaquim Vaz (Valpaços) desejar a todos um Bom 2014. Um abraço dele para toda a companhia.
Susana Vaz 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

"Cancela Tropa" - uma historia quase real da C. Caç. 4242 que prestou serviço militar em Mandimba, no Niassa, Moçambique em 1972/74

"Era noite. E a noite sempre esteve ligada às más notícias. Todos os grupos de combate se encontravam no quartel. Os soldados tomavam um banho para retirar o suor de quatro dias. Alguns procuravam lavar da memória a triste cena do furriel e dos dois soldados a irem pelos ares no rebentamento das minas anti pessoais. Depois, a caírem, num berro, a olharem para a perna que ficava longe. Depois, estendidos no chão, gritavam com dores e apalpavam a perna que momentos antes os fazia andar. Depois um deles a dizer que o matassem, pois as dores eram enormes. Depois, o outro soldado a chamar pela mulher. Depois, o furriel, muito calmo, de olhos para o local da perna que já não tinha.
E esses soldados misturavam o sabão e a água às suas lágrimas. E esses soldados esfregavam muito bem as suas pernas como se certificassem que ainda se encontravam sobre os dois pés.
A água, o sabão e as lágrimas nunca restituíram as pernas que tinham ficado para os animais comerem.
A Força Aérea, que fora fazer a evacuação, respondera que já não eram precisas [as pernas] e não as transportou."

“Cancela Tropa - O Uivo da DGS” – História da autoria de um militar da C. Caç. 4242 - Mandimba

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Exames regimentais

"09 NOV. 1973 – Foram submetidos a exames da 3ª e 4ª classe das escolas regimentais no B. CAÇ. 19 de Nova Freixo [agora chama-se Cuamba] as praças da C. Caç. 4242 em serviço em Mandimba [sob a superintendência do ex- furriel Almeida professor, também conhecido por Psícola, coadjuvado pelo 1º cabo Gaspar Mulessima, também ele professor e militar em Moçambique].
Transcrição da ordem de serviço nº 66:
a) Que em 13 NOV. 1973, pelas 20 horas, se apresentaram nesta Companhia [C. Caç. 4242], vindos de Nova Freixo, por haverem terminado as provas de exame da 4ª classe, as praças abaixo mencionadas:
1º Cabo – 06623072 – J. M. D. C.
1º Cabo – 06646972 – J. S. B.
1º Cabo – 10576171 – A. C. S.
1º Cabo – 07598972 – D. V. P.
1º Cabo – 07190572 – A. J. S. P.
Soldado – 02507172 – J. N. C.
Soldado – 04058372 – A. J. S.
Soldado – 04084772 – J. A. F.
Soldado – 06648472 – B. A. R.
Soldado – 06798972 – A. T.
Soldado – 106032272 – J. B. F. L.
Soldado – 06635372 – M. A. A. C.
b) Que, em 13 NOV. 1973, pelas 20 horas, se apresentaram nesta Companhia, vindos de Nova Freixo, por haverem terminado as provas de exame da 3ª classe, as praças abaixo mencionadas:
Soldado – 75954872 – Maurício Valentim
Soldado – 75953472 – António Joaquim Boavida
Soldado – 75952272 – Orlando Mupualanha
Soldado – 75954772 - Carlos César
Soldado – 75954672 – Artur Batista Sirage
Soldado – 75952372 – Manuel Ernesto Mulelo
Soldado – 75951672 – Rufino Amanze
Soldado – 75953872 – André Cussape
Soldado – 75954572 – Bernardo Assumane"
 In História da C. Caç. 4242

[Diga-se de passagem que o aproveitamento escolar foi de 100%]


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mensagem do Mota

                                  VAI UMA LAURENTINA?
Camaradas aqui vos envio umas fotos para recordar as "laurentinas" e aquele camarão que se comia em Mandimba. Como o tempo passou tão rápido! - já lá vão quase 41 anos que desembarcámos na Beira, onde bebemos pela primeira vez a famosa LAURENTINA. Aproveito para enviar duas fotos tiradas em Mandimba em 28-11-1973 para elucidar o antes e o depois de umas laurentinas ou 2 M  bem bebidas!

                     Um abraço a todos os camaradas da c.caç. 4242

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Extracto de Relatório da Companhia


“(…) 06 FEV 1974
A certa altura do percurso e quando era passada hora e meia de caminho, cruzámos uma picada antiga que actualmente serve de trilho ao IN [inimigo], mas que se encontrava armadilhada, segundo o Guia.
A partir desse momento começamos a cruzar diversos trilhos, uns batidos, outros impraticáveis e difíceis de reconhecer. Passadas que eram duas horas de marcha e após a travessia de um riacho, cruzámos um trilho muito antigo, que só foi reconhecido como tal a cerca de dez metros do riacho. Após a travessia deste por 19 homens do subgrupo dos GE [grupo especial] 401, um dos militares que seguia em 2º lugar, accionou uma mina A/P, ficando gravemente ferido. Foi imediatamente pedida evacuação em Heli, enquanto o resto do pessoal se mantinha imóvel, por suspeita de haver mais engenhos explosivos.
GE 401
Costa, Silva, Psícola, Cardoso e Niza, 
algures em Meponda ou Napulo
Passados dez minutos, quando o Furriel Costa, Cmdt. do GE, pretendia atravessar o riacho, a fim de juntar o resto das nossas tropas que se mantinha na outra margem, accionou outra mina AP, colocada entre o riacho e a primeira mina, a cerca de 1,5 metro desta. Após tratados os dois feridos, foram transportados para uma clareira, sendo evacuados três horas e meia depois.
Por que o Subgrupo ficou sem comandante e único graduado, e as nossas tropas sofrerem o efeito psicológico do rebentamento das minas, foi resolvido regressar, uma vez que também se suspeitava que a zona estivesse fortemente minada, inclusivamente fora dos trilhos, o que foi confirmado pelo Guia.
Chegados à linha CF [caminhos de ferro], fomos transportados a Belém e recolhidos em meios auto até Mandimba.(…)”
In “História da C Caç 4242”

sábado, 5 de outubro de 2013

OPERAÇÃO DEBELAÇÃO

DEBELAÇÃO 4 - 10 JAN1973 - CORVO + G DAVID + POP ARMADA
Nomadização e batida na margem sul do rio Luchímua, desde a serra do Scheculo até à fronteira, conjugada com emboscadas ao longo da fronteira, em coordenação com a operação "AUDAZ 23" da FIS do BCAÇ. 20, por 3 dias.

DEBELAÇÃO 6 - 17 JAN1973 - LINCE + G COM C. CAÇ. 4242
Nomadização na região da serra Scheculo, com batida da serra e da margem sul do rio Luchímua até à confluência com a serra Lissiete, em coordenação com o operação "AUDAZ 5" da FIS do BCAÇ. 20 e operação "AURA 4" da C. CAÇ. Vila Cabral, por 4 dias.

DEBELAÇÃO 9 - 27 JAN1973 - LINCE
Patrulha moto até Matreze, coordenadas 3536.1419, seguida de patrulha apeada ao longo da fronteira, com batida ao monte Chesula e serra Scheculo, por 4 dias.
História da C. Caç. 4242, pag. 12

http://www.youtube.com/watch?v=9Vml5UbrW8c

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A vida e a morte do militar "Sevilhano"

A História da vida e da morte do soldado "Sevilhano" [António Cunha Fernandes] conta-se em poucas palavras. Natural de uma aldeia do norte - como a maioria dos militares da companhia -, cedo foi mobilizado para servir no Ultramar. Integrado na C. Caç. 4242 foi direitinho a Mandimba, no Niassa, uma localidade perdida entre Nova Freixo [Cuamba] e Vila Cabral [Lichinga], junto à fronteira com o Malawi e perto do lago Amaramba. Especialdade: padeiro…de noite cozia o pão que cada grupo de combate haveria de levar no dia seguinte para operações no mato. E ainda o pão que os outros colegas militares consumiam no dia-a-dia no quartel. Eram umas boas centenas de pães que diariamente o Sevilhano cozia. O forno localizava-se no quartel de Mandimba, de onde ele nunca saía para o mato em operações, pois o seu mister assim o exigia. Mas naquele mês de Julho de 1974, enquanto os cabecilhas de Lisboa e os cabeças de ar condicionado das regiões militares não resolviam o rumo do cessar-fogo, a sua má sina chegara. Na sua primeira saída do quartel, em destacamento de pelotão para a zona do Munhehere, perto de Belém e em missão de padeiro naquele destacamento, uma mina traiçoeira ceifa-lhe a vida, assim como a do cabo Oliveira.
Foto do álbum do Castro
que mora na Trofa
Não me sai da cabeça pensar que todas as noites o soldado Sevilhano riscaria no ferro da cama ou na parede da caserna os dias que faltavam para acabar a comissão e cada dia que passava era menos um dia para o regresso a casa. Depois dormia. Mas naquele fatídico dia 15 de Julho de 1974 o sono foi eterno. Equívocos da guerra colonial! Mas a história de guerra do soldado Sevilhano tinha imensos equívocos - sem equívocos não se escreve a história. Se ele pudesse ter riscado tantos dias quantos os dos seus companheiros, apenas seriam necessários 60 dias. E passaria umas semanas em Nampula e outras tantas na Beira aguardando embarque para casa.
História verdadeira da autoria do director do blogue

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Extracto de relatório imediato

21MAIO1974
Assunto: Malawi
Chegou recentemente à cidade de Blantyre-Malawi um contingente militar chinês vindo da Zâmbia. Viajaram num avião zambiano e desconhece-se o seu efectivo. Ignora-se concretamente qual o motivo da presença de tais elementos no Malawi.
In História da Companhia 4242

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"Um homem não chora"


1º Pelotão do Roxo, do Simas ,
do Castro e de tantos outros
militares da C. Caç. 4242 
 E à noite, entre os ruídos familiares, infiltravam-se os dessa outra noite, africana, já não cruzada pelo som amigo dos batuques, mas por gritos e gemidos, e a dúvida «se eu estivesse lá?». Era uma pergunta sem resposta simples, as fotografias tinham feito o seu trabalho, a violência das imagens sobrepunha-se ao raciocínio, diminuíam a capacidade de pensar. Pessoas insuspeitas de simpatia pelo regime, partidárias da independência das colónias, leitoras de Fanon ou de Césaire, admitiam participar em milícias nas colónias, invocando a legitima defesa - e os primeiros homens a partir «para Angola e em força» tinham a apoiá-los a maioria de uma Nação longamente adormecida sobre o verdadeiro significado do colonialismo.
Mas os homens continuaram a partir e a máquina de guerra reclamava os amigos cada vez mais próximos: um vizinho, um primo, o irmão mais velho, depois o caçula... Como esquecer o primeiro que foi, o esforço para que a despedida soasse como habitualmente, a forma como, pela primeira vez, se lhe via o rosto, dolorosamente se fixava cada um dos traços, os olhos mais fundos do que o habitual, o sorriso quase a desfazer-se em lágrimas, os maxilares cerrados? ( «Um homem não chora, um homem não chora, um homem não chora ... »).
http://www.guerracolonial.org

sábado, 24 de agosto de 2013

...a perna toda esfacelada...


Foto pertencente ao álbum do Castro
 que mora na Trofa
13FEV1974-Chegámos ao aldeamento de Munhehere às 8,00 horas e fizemos exploração via rádio para a Companhia [4242], de onde nos foi ordenado que voltássemos pela picada. Saímos do Munhehere às 8,20 horas e chegámos ao Juma às 10,30 horas. Foi aí que nos encontrámos com o GR de GE`s 401. Por volta das 15,00 horas, encontrando-nos no aldeamento do régulo Mezito, fizemos exploração rádio para a Companhia. Tivemos, então, conhecimento de que uma mulher do aldeamento do Juma, ao dirigir-se para o poço, a fim de ir buscar água, accionara uma mina A/P, ficando sem um pé e a perna toda esfacelada.
 
In Hitória oficial da C. Caç. 4242/72

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Extracto de relatório imediato


Militares da C. Caç. 4242 conferenciam
 conscienciosamente antes ou após  uma operação
22JAN1974 - O posto administrativo de Belém [agora chama-se Mitande] informou que pelas 17,30 horas do dia 21, na região coordenadas (1351.3556), passou grupo inimigo estimado em 12 elementos na direcção WE. Por restos e vestígios deixados na estrada Belém-Nova Santarém, presume-se que transportem volumes pesados, seguindo na direcção Monte Chondé. Um grupo de combate da C. Caç. 4242 e outro grupo de combate do destacamento de Belém e guardas rurais e população armada perseguem o grupo inimigo. Já fora da nossa zona de acção, as nossas tropas informaram terem abatido um elemento inimigo e capturado uma granada de mão defensiva. Mais informaram ter havido troca de tiros na zona de Nova Santarém, tendo saído ferido um elemento da população do Conguer.
Da História da C. Caç. 4242/72 que prestou serviço militar na zona de Mandimba

domingo, 4 de agosto de 2013

NADIR

NADIR
NADIR 26 – 05 FEV1974 – Rola
Patrulha moto até Napulo seguido de nomadização na região entre o rio Nhanheze e lago Amaramba, com montagem de emboscadas na fronteira com o Malawi, por 4 dias.
NADIR 28 – 09 FEV1974 – Galo
Patrulha moto até colonato de Chivanda, com batida ao monte Chezulo e montagem de emboscadas ao longo da fronteira até ao rio Luchímua, por 4 dias.
NADIR 30 – 11 FEV1974 – Gato
Patrulha moto até Congerenge seguido de nomadização na região entre o monte Messonguisse até rio Luchete, por 4 dias.
História da Companhia 4242 (pag. 127)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vídeo enviado pelo Castro que mora na Trofa



ESTE E OUTROS VÍDEOS PODEM SER VISTOS EM
http://www.youtube.com/watch?v=sBMtbs1tSFo
 CLICANDO EM 13 VÍDEOS
Estes vídeos foram elaborados pelo nosso director ALMEIDA PSÍCOLA

sexta-feira, 28 de junho de 2013

PERCURSOS

JUNHO DE 1973 – Alterações à composição no período

3 militares descontraídos: Silva,
Santos Silva  e A. Fernandes
 - A fim de ser aumentado ao efectivo, apresentou-se a seguinte praça: SOLD  MAR – 15975872 – JOAQUIM FERNANDO LOPES EDMUNDO – Vindo do DGA/Lisboa nos termos do Dec. Lei 49 107, de 1969, apresentou-se DEP TERM/BEIRA em 28 de maio de 1973 e marchou deste, por via aérea, para Nampula em 18 de junho. Chegou em 19 de junho, saindo com destino a esta C. Caç. em 20 de junho.

 - Para complemento do GE`s 401, apresentou-se o seguinte militar em 3 de Junho de 1973: ALF MIL INF – 110094770 – AVELINO ANTÓNIO FERNANDES, vindo do Dondo, onde se encontrava a frequentar o estágio de GE´s.
(In História da C. Caç. 4242. Pag. 55.)

domingo, 16 de junho de 2013

28º Convívio

Foram estes os presentes no 28º convívio da C. Caç. 4242 - 15 de Junho - V. N. Gaia.
Uma saudação fraterna para aqueles que não puderam estar presentes.
Uma palavra de agradecimento ao(s) organizador(es), Milton Mota e esposa.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
              O neto do Teixeira - Amarante comemorou nesse dia e naquele local o seu aniversário (6 anos) e teve direito a canção de parabéns

terça-feira, 21 de maio de 2013

Nova Freixo é Cuamba

Perto de Cuamba, ao fundo um inselberg
A Companhia do Niassa fundou, em 1906, o posto militar de Cuamba (inicialmente grafado Kuamba), para onde transferiu a sede do Concelho de Amaramba, uma das suas divisões administrativas. A povoação, cujo nome deriva de um régulo local, foi oficialmente criada pela portaria 3210, de 24/11 /1937 e o nome alterado para Nova Freixo pela portaria 9361, de 30/5/1952. O novo nome tem a sua origem na vila portuguesa de Freixo de Espada à Cinta e foi uma homenagem de naturais desta vila a Sarmento Rodrigues, governador-geral de Moçambique. A vila foi elevada à categoria de cidade em 30 de Setembro de 1971. Pelo  decreto-lei 10/76, de 13/3/76, a cidade reverteu ao antigo nome de Cuamba.
(Wikipédia)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Relatório de acção em Belém - Mandimba

"(...o soldado Fernandes accionou uma armadilha, tendo-lhe causado ferimentos provocados por estilhaços, atingindo ainda o alferes Salvador [Dest. Belém] e dois guardas rurais. Imediatamente e enquanto se prestavam os primeiros socorros, entramos em contacto, via rádio, com a C. Caç. 4242, que logo pediu a evacuação para os feridos. Seguidamente improvisaram-se duas macas com “ponches” e ramos de árvores, a fim de transportar os feridos para a outra margem. Os guardas rurais não necessitaram de macas, pois não apresentavam ferimentos nas pernas. Esperámos pelo héli enquanto comunicávamos com a C. Caç. 4242. Decorreram 2 horas até que o héli apareceu subindo ao longo do rio, mas a uma grande distância. Antes de chegar ao local que sinalizáramos para a sua descida, o héli abandonou o curso do rio dirigindo-se, provavelmente, para Vila Cabral [Lichinga], abortando a evacuação. Não se notou qualquer tentativa da parte da tripulação do héli para nos detectar. O facto foi comunicado à C. Caç. 4242 (...)."
CLICAR NAS LINHAS SEGUINTES PARA VER MAPA: https://maps.google.pt/maps?q=mapa+de+bel%C3%A9m,+niassa,+mo%C3%A7ambique&hl=pt-PT&ie=UTF8&sll=39.639538,-7.849731&sspn=8.879399,21.555176&t=h&hnear=Belem,+Mandimba,+Niassa,+Mo%C3%A7ambique&z=14
   Leia aqui o texto completo
In Historia oficial da Companhia de Caçadores 4242

terça-feira, 16 de abril de 2013

Publicação do Azevedo

Azevedo enviou uma hiperligação para o blogue: 

Coitada da macaquinha...foi abatida depois de ter invadido a secretaria para brincar com os carimbos. Dessa bricadeira resultou a separação das borrachas dos seus manípulos e daí, pum!..
Abraços, Azevedo

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Publicação do Milton Mota - do Dondo a Mandimba

Camaradas:
Conforme prometi aqui estou novamente para vos contar a viagem de regresso a Mandimba já com aquela boina amarela na bagagem.

PAISAGEM ENTRE NOVA FREIXO E MANDIMBA
A dita viagem foi de avião da Beira a Nampula, e de Nampula a Nova Freixo de comboio.
Esta viagem de comboio para mim nunca me sairá da memória. Nela pude apreciar toda a beleza daquela terra AFRICANA (SERÁ QUE A VOLTAREI A FAZER?). Chegado a Nova Freixo lá segui em coluna militar com o pessoal da C.CAÇ. 4242.

Clik na imagem para ampliar
FOTO DA AUTORIA DO SIMAS
    Já no quartel em Mandimba, perguntei pela macaca checa (a mascote dos furrieis) e então fui informado que o capitão a tinha matado a tiro! Fiquei triste e com pouca consideração pelo homem que mata um animal indefeso, só porque era brincalhão e segundo reza a historia os únicos tiros que o capitão deu em Moçambique foi na macaca checa.




terça-feira, 2 de abril de 2013

Miguel Simas, via Facebook

Olha que já não tinha muito presente o autor [João Macedo] do crachá [da c. caç. 4242].  Quanto ao pilha-galinhas...fez-me lembrar a seguinte estória: Nos finalmentes a população do Munheere foi incomodada pela Frelimo e impuseram como condição para de lá não sairem que para lá fosse tropa. O meu grupo de combate foi o segundo a ir para lá e ficar uma semana para manter
SIMAS DESMONTA MINA ANTI-CARRO
segurança. Ao terceiro dia a malta aborrecida manifestou à população vontade de comprar galinhas para assar. A população não querendo vender, o cabo Lisboa apanhou um pato e perguntando quem era o dono, todos diziam que não era deles. O cabo Lisboa agarrou-lhe pelo bico, puxou da faca do mato e...virou-se para mim com o bico na mão e disse: - Óh meu furriel, o pato sem cabeça ainda voa!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Mensagem de Páscoa

Azevedo enviou uma hiperligação para o blogue:
Para todos os ccaç. 4242 e também para todos os que por lá passaram e colaboram neste Blogue, votos sinceros de uma PASCOA FELIZ.
Abraços. Azevedo
João Macedo também enviou votos de Páscoa Felix.

segunda-feira, 25 de março de 2013

PÁSCOA DE 1973

(…) Nesse dia [Páscoa] levantei-me às 5 da matina e andei mais de 200 km, no "pincha", para ir buscar um porco para o dia de Páscoa. O objectivo era fornecer ao pessoal aquartelado uma refeição melhorada. Azar foi o meu e de toda a malta que o porco morrera de doença – e que grande que ele era! Como o comboio Nacala-Vila Cabral descarrilara não haveria carne para um dia de tão real importância. Solução: ração de combate (…)
In diário de um militar da c.caç. 4242

terça-feira, 19 de março de 2013

Pilha-galinhas

14FEV1974-Chegámos a Namuáia às 01 hora, pernoitando no mesmo aldeamento. Às 05 horas levantámos o acampamento e seguimos em direcção ao Juma, onde chegámos às 06,30 horas. Aí inteirámo-nos do que acontecera: na noite do dia 10FEV um grupo inimigo atacou a povoação do Juma em cinco frentes, com armas automáticas e Bazooka, roubando em seguida milho, mandioca, galinhas e roupa. No ataque foi abatido um elemento da população civil e o inimigo capturou uma Mauser 7,9 mm F-6063 distribuída a Carlos Adamo. Às 17,30 h recebemos ordem de ir até Munhehere. Pernoitámos no aldeamento de Muhimua que ficava em caminho.
Da história da C. Caç 4242

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mensagem do Azevedo

De preferência 2 M ...cerveja, claro!...
Em resposta ao desafio lançado pelo Mota Azevedo enviou uma hiperligação para o blogue:

Recordo a noite em que eu e o Borges preparámos cadeiras e bancos para ir ao cinema na CODAM, mas não me esqueço da atitude do primeiro [sargento], quando me quis obrigar a ceder-lhe o lugar. O auto a que estive sujeito foi uma grande dor de cabeça.
...
E aqueles dias e noites em que a 2M, a laurentina, a macieira 3*** e às vezes uma garrafita de whisky nos inspirava!... Foram muitos bons esses dias e muitas boas essas noites, não há dúvida.
Abraços.
Azevedo
Blogue: Companhia de Caçadores 4242 Mandimba-Moçambique

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mensagem de Milton Mota

C.CAÇ. 4242
Camaradas da C.CAÇ. 4242
Será que entre tantos não tenham umas histórias para contar do tempo que passámos em Mandimba?
Por mim ainda tenho em memória quando vos deixei em Mandimba e rumei ao DONDO para aí tirar a dita formação para poder integrar o Grupo dos GEs 401.
As datas não me lembro mas foi em Janeiro-Fevereiro de 1973; como os GEs não eram uma tropa regular nada ficava registado.
Será que os militares que integravam aquelas forças eram mercenários?

GE 401
No DONDO o tempo passou sem grande interesse, mas aí conheci e convivi com os mais afamados militares dos GEPs e GEs.
Não foi tão mau.
Na próxima conversa vou contar o meu regresso a Mandimba.
Um abraço MOTA

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Comentário do Martins

Joaquim Martins deixou um novo comentário na mensagem "Aquartelamento de Belém": 

O militar que está na foto junto ao posto de socorros sou eu, o Martins. Como podem verificar existe uma mangueira à entrada do posto. Dentro havia um pequeno espaço para curativos, uma despensa e um pequeno quarto com uma cama onde eu dormi 10 longos meses. Havia uma porta de saída para os balneários. As instalações gerais do destacamento até não eram más.
Um abraço do Joaquim Martins 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Aquartelamento de Belém

Aquartelamentos de Moçambique, Manuel Pedro Nunes, edição do autor, 1999, pag. 18 e 19

CLICA NAS IMAGENS PARA AMPLIAR


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Comentário do Azevedo

Em Belém, tive de iluminar a pista, depois do acidente da ccaç 4242 no Munhehere. De pouco valeu porque o avião parou depois das duas baixas registadas: cabo Oliveira e soldado Sevilhano, isto já depois do 25 de abril/74!... No local estava eu a coordenar as operações.
...
Havia sempre uma Rosa!... A de Mandimba era bem geitosa, mas lá ficou a sofrer a retirada do alfery r..., furieres... e outros amigos. Será que aínda vive essa rosa? Não creio.
Abraços do Azevedo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Martins [do destacamento de Belém] deixou um novo comentário:

"Caros amigos: Belém era uma localidade calma e posso dizer que se ia a Mandimba sem fazer a picagem. Era zona de passagem dos guerrilheiros da Frelimo e como os comboios eram a fonte principal de abastecimento para Vila Cabral, alguns ataques com minas e emboscadas na linha férrea eram uma forma de nos intimidar. Em Belém recordo o Chefe da Estação, o Enfermeiro dos CFM e as cantinas em frente ao quartel e não posso esquecer as duas africanas Rosa e Amélia das palhotas logo a seguir ao arame farpado junto ás casernas. A árvore que ficava em frente às transmissões era um paraíso para os enxames das abelhas. No rinque de futebol arbitrei alguns jogos entre civis e militares e na pista que ficava ao lado do quartel fiz uma evacuação de um militar ferido com acidente com bala.
Martins"

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Comentário de Manuel Bordeira


Manuel Bordeira, do destacamento de Belém, comentou o blogue, dirigindo-se ao Martins (do destacamento de Belém), ao Azevedo (da C. caç. 4242) e a todos os leitores desta página:

Caro Companheiro Martins
Estou a acompanhar o blogue da CCAÇ4242 e na tua mensagem, vejo que também estiveste em Belém.
Ao que parece também foste vitima de sabotagem no comboio e faço votos não tenhas ficado com lesões graves.
No período que referes ter ficado naquela zona, estava eu em Cabo Delgado/Antadora,conforme já referi em anterior mensagem no blogue.
Neste momento a minha ocupação de reformado, passa um pouco por recolha de fotos e textos relacionados com a " nossa guerra ".
Se tiveres alguma coisa de Belém que vejas ser interessante, agradeço o envio.

Para o companheiro Azevedo que refere as caldeiradas de cabrito do policia RUNA,informo que na foto que enviei, é precisamente esse o almoço e o policia está presente.
Pelos vistos as situações repetiam-se e as ementas não eram muito variadas...
No entanto a ração de combate era muito pior...

Tendo em conta que a minha companhia CCAV3320 não tem qualquer blogue, espero que estas minhas mensagens não sejam consideradas ingerência na vossa comunidade.
Afinal, nesta altura pertencemos todos à mesma companhia e o que nos une é uma juventude marcada por experiências que jamais esqueceremos.

Este blogue está aberto a todos os que queiram intervir.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Comentário do Martins

Martins deixou um novo comentário na sua mensagem "Mensagem de Manuel Bordeira":
Estive em Belém no período de Agosto de 1971 a Julho de 1972.Como Enfermeiro fiz muitas escoltas até ao Catur e nesse período houve uma sabotagem com uma mina num comboio de mercadorias onde também fiquei ferido.Esse destacamento era no meu tempo calmo, mas depois tornou-se perigoso com as minas a aparecerem em qualquer lado. Envio um abraço a todos os militares que passaram por Belém e caso queiram dialogar envio o meu e:mail:joaquim-48@sapo.pt

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mensagem do Azevedo

Azevedo enviou duas hiperligações para o blogue:
"Recordo-me dos camaradas que passaram por Belém. Recordo também os bons momentos vividos, quando a partir de Mandimba lá me deslocava. Recordo aínda as excelentes caldeiradas de cabrito confeccionadas pelo polícia, o Rana, salvo o erro. Abraços do Azevedo (ex.Furriel. da ccaç 4242)."
(...)
"O Dinis da fotografia não me parece ser o mesmo que conhecemos em Belém. O que esteve em Belém no nosso tempo, era alferes da ccaç?, talvez a que substituiu a v/ccav. Esse Dinis é de Vila das Aves e vive em Braga.
Abraços do azevedo

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Mensagem de Manuel Bordeira

Manuel Bordeia era alferes no destacamento de Belém, pessoal que nos merecia toda a consideração e amizade; lembrar-se-ão os meus caros leitores deste blogue de alguns nomes como o Dinis:
"Caro Companheiro
 Acabei de ler,com alguma emoção,o relatório do acidente com mina no comboio Belém-Vila Cabral em 1973.
Nesse mesmo dia estava em Belém e assumia as funções de comandante do destacamento.
Lembro-me perfeitamente da noticia, logo pela manhã.
Fui algumas vezes a Mandimba (pertenciamos admnistrativamente á vossa companhia) e até é provável que nos tenhamos cruzado por lá.
Os ex.Furrieis Lopes e Lima, intervenientes nesse acidente são grandes amigos que pertenciam ao meu pelotão.
O Lopes, ainda hoje, parece não ter recuperado totalmente dessa situação.
Gostava de saber como teve acesso a esse documento e quem o assina, e já agora se tiver algumas fotos de Belém, agradeço envie.
Estamos a ficar velhotes e o recordar também é viver...
A minha companhia era a CCAV3320 sediada em Malema e com dois pelotões em Belém.
(...)
Andei a rebuscar no baú e acabei por encontrar a única foto que tenho de Belém.

Esta foto foi tirada num almoço no quartel em Belém e poucos dias antes da sabotagem ao comboio.
Este almoço aconteceu, quando fui render o Alf. Ala e nele também estiveram o Lopes e o Lima.
em Belém,e dali o regresso a casa.
Se achares interessante ,será um prazer participar no vosso blogue com este testemunho.
Resido em Setúbal e se passares por aqui ,terei muito prazer em te conheComo falas no Dinis, envio outra foto no desembarque em Mocimbua da Praia, onde ele também está.
A minha Companhia CCAV3320 esteve cerca de 18 meses em Antadora e pertencíamos ao Batalhão de Mocimbua.
Antadora era um "BURACO" em Cabo Delgado e situava-se entre Mocimbua e Mueda.
Só depois é que rodamos para Malema,com destacamento cer pessoalmente.

Um Abraço de Ex-Combatente
Um Abraço do ex.Alf.Mil.º"

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

CATUR

(…) As pegadas encontradas evidenciavam que um grupo inimigo de cerca de 20 elementos, ao proceder ao ataque, se havia colocado paralelamente à via férrea. Findo o patrulhamento e depois de normalizar a situação, o comboio prosseguiu para o Catur levando nova escolta.
Resultados obtidos: fogo de reconhecimento dado pelas nossas tropas parece não ter atingido o inimigo mas, provavelmente, evitou que este atacasse o comboio após o ter sabotado.
Resultados sofridos: a) 4 militares feridos sem gravidade aparente. Estes foram evacuados para a enfermaria do sector “A”;b) destruição parcial de 5 carruagens do caminho-de-ferro.
Fonte: História oficial da C. Caç. 4242, pag. 33

CLICA NO LINK ABAIXO, COM SEGURANÇA, e vê algumas imagens atuais de MANDIMBA
http://www.panoramio.com/photo/15635251
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mensagem do Milton Mota

Aqui envio umas fotos daquela famosa ponte no rio Mandimba; na 1ª foto foi onde caí com o Aguiar (condutor); sobre a ponte (2ª foto) temos o nosso camarada ex. alferes Fernandes e na 3ª foto o jipe no quartel depois do acidente.
Um abraço
Milton Mota

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Barágua, Mandimba

O Ministro do Interior, Alberto Mondlane, reiterou, hoje, que a região de Baraguá, distrito de Mandimba, província do Niassa, norte de Moçambique, vive actualmente uma atmosfera de sossego e tranquilidade, apesar do recente incidente traduzido no incêndio do posto policial da guarda-fronteira.
O episódio ocorreu na última segunda-feira, véspera do Natal, quando vários indivíduos idos do país vizinho invadiram o posto policial, do lado moçambicano, onde espancaram o agente de serviço e ao mesmo tempo que tentaram, sem sucesso, se apoderar da sua arma de fogo, tipo AK-47.
As escaramuças começaram quando os familiares de um cidadão malawiano, retido no posto policial por entrada ilegal em solo moçambicano, atravessaram a linha de fronteira a fim de o resgatar.
Após o resgate do seu concidadão e levá-lo ao Malawi, retornaram ao território moçambicano para, desta feita, “ajustar contas” tendo, para o efeito, incendiado as instalações da Guarda Fronteira daquele distrito do Niassa.
 http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2012/12/niassa-reina-calma-em-baragu%C3%A1-ap%C3%B3s-inc%C3%AAndio-ao-posto-fronteiri%C3%A7o.html