sexta-feira, 25 de agosto de 2017

32º CONVÍVIO C. CAÇ. 4242 - DISCURSO DO SIMAS

(...) Fará este ano, lá para Novembro, 45 anos, em que um punhado de rapazes saiu de Santa Margarida, em autocarros com destino ao aeroporto de Figo Maduro, de onde partiria num avião Boeing 707, da FAP, a caminho da Beira (Moçambique) com escala em Luanda.

Na bagagem levávamos a nossa grande força de viver e a esperança de regressarmos vivos e sãos, coisa que a alguns, infelizmente, não veio a acontecer(...)


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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Antes de cessar fogo

EXTRACTOS DE RELATÓRIO IMEDIATO
03JUL1974 - Ontem pelas 16,00 h o Grupo de Combate Galo, estacionado na povoação de Munhehere, neutralizou uma mina AP em região coordenadas 1351.3557, detectada por elementos da população armada.
06JUL1974 - Um grupo da Frelimo raptou hoje duas mulheres e duas crianças perto da povoação do Juma, tomando a direcção do rio Lugenda.
O mesmo grupo implantou 3 minas AP, em trilho próximo da mesma povoação.
Nossas tropas do Grupo GE inicia perseguição ao mesmo grupo.
As mulheres e as crianças que o grupo inimigo havia raptado, apresentaram-se na povoação do Juma.
O mesmo grupo retirou em direcção ao monte M`congo, tendo deixado implantadas 5 minas AP no trilho, próximo à referida povoação.
Guarda Rurais neutralizaram as referidas minas.
O Grupo inimigo estimado em 50 elementos deve permanecer junto ao monte Mecongo.
As nossas tropas da C. Caç 4242 do grupo GE seguem amanhã, iniciando a batida ao referido Monte.
Da História Oficial da C. Caç. 4242

sábado, 24 de junho de 2017

MENSAGEM DO SIMAS - 32º CONVÍVIO

ATENÇÃO COMPANHIA.
FIRME!!!!!!

Comunicado de última hora.

Pelo presente se informa que o Furriel Simas e a Furriela Ana, já têm em seu poder, a “Guia de Marcha” para participarem na operação “Cantanhede” desde o passado dia 10 de Maio.
No próximo dia 01 de Julho, à hora aprazada (11H00), estaremos no local que nos vier a ser indicado para o início das hostilidades.
Oxalá que a nossa prontidão e disponibilidade sirva de incentivo para mobilizar os CCAÇs da 4242 para a referida operação.
Um abraço a todos e… até lá.

Miguel M. Simas

quarta-feira, 21 de junho de 2017

32º CONVÍVIO DA C. CAÇ. 4242

Informação complementar do director do blogue:
OS ORGANIZADORES SÃO O MOTA E O SANTOS.
Apela-se a todos que se inscrevam o mais cedo possível e, no máximo, até à véspera do encontro.
Hora de concentração: 11 horas
Boa viagem a todos.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

32º CONVÍVIO DA C. CAÇ. 4242

Caros companheiros e companheiras, aproxima-se o nosso convívio anual.
Será o 32º  encontro de militares e seus familiares.
Marquem no vosso calendário o dia 1 de Julho do corrente ano.
O local será brevemente anunciado - algures na picada entre Coimbra e Cantanhede.
Organização de Milton Mota e Joaquim Santos.
Até breve
Um abraço
Almeida Psícola

CLICAR EM BAIXO
https://www.youtube.com/watch?v=u_wq6HlDYVc

quarta-feira, 17 de maio de 2017

GLOSSÁRIO TRANSMISSÕES

Bravo Hotel - Alferes
Bravo Juliet - Capitão
Maique (Mike)- Momento, Mina
Tango - Tropa
Lima - Lugar, Coordenada
November Tango - Nossas Tropas
Victor - Viatura
Charlie - Caminho de Ferro
PEDTRAM - Pedido de Transporte Aéreo

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Nadir, Nadir, Nadir

NADIR 123 - 19JUN1974 -GATO
Patrulha moto até Namuaia seguido de nomadização entre o rio Luchete, rio Lugenda, rio Lissimba e linha do caminho de ferro, com montagem de emboscadas nos trilhos de possível passagem do inimigo, por 5 dias.
Militares da C. Caç. 4242
preparados para uma saída
NADIR 124 - 21JUN1974 -GALO
Batida na região entre o rio Lassalumué e linha do caminho de ferro com montagem de emboscadas no trilho Muambico. Lançamento de pessoal na ponte do rio Luchímua e recolha na Cantina Viegas, por 5 dias.
NADIR 125 - 23JUN1974 - ROLA
Patrulha moto até Melolo, seguido de batida à serra Samba e serra Iapane, com montagem de emboscadas ao longo da fronteira do Malawi

terça-feira, 25 de abril de 2017

O nosso 25 de Abril foi a 26

Na tarde de 23ABR1974 fomos informados por um guarda rural que nessa madrugada um grupo IN tinha assaltado as machambas de Juma. Devido à hora tardia não pudemos efectuar a perseguição nesse dia. 
No dia seguinte, pelas 6 horas da manhã, iniciámos a perseguição do rasto deixado pelo IN. O rasto era pouco visível devido à formação utilizada (em linha) e aos inúmeros rios encontrados durante o percurso. Pelas 14 h suspeitámos da proximidade de uma base IN pelo cheiro a fumo de milho cozido. Como o capim era alto e a natureza do solo rochoso, não foi possível detectar o posto avançado da sentinela sem sermos vistos.
Durante ½ hora houve troca de tiros de ambas as partes, tendo o IN utilizado por três vezes o morteiro 61 antes de retirar, embora essas granadas tenham caído perto das NT, não causando, no entanto, feridos. Seguidamente entrámos no acampamento do IN, ficando alguns elementos a fazer a recolha do material na precipitação da fuga dos guerrilheiros da Frelimo e a destruição de 20 palhotas e 2 celeiros ali existente, enquanto a outra parte das NT fazia a perseguição da força inimiga que disparava em várias direcções por entre o capim bastante alto. Pelo rasto de sangue encontrado deduz-se que houvesse um ferido grave, sendo este o sentinela do posto avançado que primeiramente abriu fogo sobre nós. O número provável de elementos seria de 10 guerrilheiros e 5 mulheres, sendo o chefe da base um tal Eugénio Agia, conforme carta encontrada na palhota do mesmo.
Possivelmente alguns elementos IN ter-se-ão posto em fuga completamente nus, pois encontravam-se a descansar nas palhotas quando foram surpreendidos e tinham a roupa a secar. Pelas 18 h chegámos à linha do CF, aproximadamente a 3 km do acampamento de Namicoio Velho.
Na 5ª feira, dia 25 de Abril continuámos o caminho pela linha férrea a fim de detectar uma possível travessia do IN, mas as buscas foram infrutíferas. É de salientar a atitude do 1º Cabo Indala Vali, pela maneira como respondeu, com eficácia, de pé, ao fogo do sentinela IN, afirmando ele que lhe atirou três tiros, atingindo-o.
Resultados obtidos: 1 ferido confirmado; 2 mina A/P TMD 6; 5 GMD mod. F1; 1 granada armadilhada de fabrico desconhecido; 2 carregadores de Kalashnikov, 3 porta granadas; 5 pentes c/ munições; 1 cantil; fardamento diverso e cobertores; 2 caldeiros grandes; destruição de 20 palhotas e 2 celeiros cheios.
In História da Companhia C. Caç 4242

sábado, 15 de abril de 2017

Hoje é dia de festa na aldeia


Fui convidado por um chefe duma povoação [Mepuína] para uma festa que durou todo o santo dia. Professam a religião muçulmana e celebram o início de um novo ano. Tudo começa com uma cerimónia numa espécie de capela. Seguidamente formam dois grupos: homens de um lado e mulheres do outro. Começa então a dança ritual que consiste em gestos e movimentos em roda. Os excessos deste tipo de festas terminam com a alegria e êxtase provocado pela “cabanga” – uma espécie de aguardente.
Diário de um militar da C. Caç. 4242

quarta-feira, 29 de março de 2017

Acção da Frelimo no Niassa

Tal como em Cabo Delgado, as dificuldades de comunicações, o acidentado do terreno, a baixa densidade das forças portuguesas e a fraca presença de colonos facilitaram a acção da Frelimo [no Niassa], que alargou a sua acção para sul na direcção de Meponda e Mandimba, para atingir o Malawi,
com a intenção de descer para Mecanhelas de modo a alcançar a Zambézia e ligar-se a Tete. Por outro lado, estendeu ao mesmo tempo a sua acção para leste, em direcção a Marrupa, para chegar a Cabo Delgado.
in http://www.guerracolonial.org/home

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Por volta das 5 chegaram a Belém

(…) Por volta das cinco horas chegaram a Belém. Houve a informação de que o comboio passava dali a quinze minutos. Foram tomadas as posições: os GE seguiram à frente da locomotiva, os restantes na carruagem da cauda.
Era uma hora da tarde quando todos se apearam. O grupo de combate “Rato” dividiu-se em quatro secções, pelos pilares da ponte.

Após as precauções tomadas, o grupo “Rato” inspeccionou toda a passagem do rio Luchímua, pelo interior da ponte, nada detectando. O comboio passou e lançou, quilómetros acima, os grupos “Lobo” e “Rato”. O “Gato” avançou pela margem sul do rio. Passados que foram 30 minutos, foi feita uma pausa, tendo o Cancela mandado chamar o guia.
- Temos de ir em direcção aos montes Checulo, mas seguindo a margem do rio Luchímua, ouviste?
Pausa e um olhar expectante do guia, um ex-turra, ao serviço da DGS (Pide).
- Percebeste o que queremos?
Novo silêncio.
- Ò porra, nós queremos ir para os montes Checulo…Estás a compreender?
- Meu alferes – disse o cabo Constantino, um negro de educação europeia – ele não fala português! …Se me permite vou falar com ele em Macua.
- Tenta lá, porque esta merda já me está a cheirar mal.
E o cabo Constantino tentou…
Passados uns momentos:
- Meu alferes, ele não fala Macua mas sim Ajáua! (…).

História extraída de “Cancela Tropa – O Uivo da DGS”
(Escrito por um militar da Companhia de Caçadores 4242, que prestou serviço militar em Mandimba, Niassa, Moçambique, nos anos de 1972/74)