sábado, 24 de junho de 2017

MENSAGEM DO SIMAS - 32º CONVÍVIO

ATENÇÃO COMPANHIA.
FIRME!!!!!!

Comunicado de última hora.

Pelo presente se informa que o Furriel Simas e a Furriela Ana, já têm em seu poder, a “Guia de Marcha” para participarem na operação “Cantanhede” desde o passado dia 10 de Maio.
No próximo dia 01 de Julho, à hora aprazada (11H00), estaremos no local que nos vier a ser indicado para o início das hostilidades.
Oxalá que a nossa prontidão e disponibilidade sirva de incentivo para mobilizar os CCAÇs da 4242 para a referida operação.
Um abraço a todos e… até lá.

Miguel M. Simas

quarta-feira, 21 de junho de 2017

32º CONVÍVIO DA C. CAÇ. 4242

Informação complementar do director do blogue:
OS ORGANIZADORES SÃO O MOTA E O SANTOS.
Apela-se a todos que se inscrevam o mais cedo possível e, no máximo, até à véspera do encontro.
Hora de concentração: 11 horas
Boa viagem a todos.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

32º CONVÍVIO DA C. CAÇ. 4242

Caros companheiros e companheiras, aproxima-se o nosso convívio anual.
Será o 32º  encontro de militares e seus familiares.
Marquem no vosso calendário o dia 1 de Julho do corrente ano.
O local será brevemente anunciado - algures na picada entre Coimbra e Cantanhede.
Organização de Milton Mota e Joaquim Santos.
Até breve
Um abraço
Almeida Psícola

CLICAR EM BAIXO
https://www.youtube.com/watch?v=u_wq6HlDYVc

quarta-feira, 17 de maio de 2017

GLOSSÁRIO TRANSMISSÕES

Bravo Hotel - Alferes
Bravo Juliet - Capitão
Maique (Mike)- Momento, Mina
Tango - Tropa
Lima - Lugar, Coordenada
November Tango - Nossas Tropas
Victor - Viatura
Charlie - Caminho de Ferro
PEDTRAM - Pedido de Transporte Aéreo

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Nadir, Nadir, Nadir

NADIR 123 - 19JUN1974 -GATO
Patrulha moto até Namuaia seguido de nomadização entre o rio Luchete, rio Lugenda, rio Lissimba e linha do caminho de ferro, com montagem de emboscadas nos trilhos de possível passagem do inimigo, por 5 dias.
Militares da C. Caç. 4242
preparados para uma saída
NADIR 124 - 21JUN1974 -GALO
Batida na região entre o rio Lassalumué e linha do caminho de ferro com montagem de emboscadas no trilho Muambico. Lançamento de pessoal na ponte do rio Luchímua e recolha na Cantina Viegas, por 5 dias.
NADIR 125 - 23JUN1974 - ROLA
Patrulha moto até Melolo, seguido de batida à serra Samba e serra Iapane, com montagem de emboscadas ao longo da fronteira do Malawi

terça-feira, 25 de abril de 2017

O nosso 25 de Abril foi a 26

Na tarde de 23ABR1974 fomos informados por um guarda rural que nessa madrugada um grupo IN tinha assaltado as machambas de Juma. Devido à hora tardia não pudemos efectuar a perseguição nesse dia. 
No dia seguinte, pelas 6 horas da manhã, iniciámos a perseguição do rasto deixado pelo IN. O rasto era pouco visível devido à formação utilizada (em linha) e aos inúmeros rios encontrados durante o percurso. Pelas 14 h suspeitámos da proximidade de uma base IN pelo cheiro a fumo de milho cozido. Como o capim era alto e a natureza do solo rochoso, não foi possível detectar o posto avançado da sentinela sem sermos vistos.
Durante ½ hora houve troca de tiros de ambas as partes, tendo o IN utilizado por três vezes o morteiro 61 antes de retirar, embora essas granadas tenham caído perto das NT, não causando, no entanto, feridos. Seguidamente entrámos no acampamento do IN, ficando alguns elementos a fazer a recolha do material na precipitação da fuga dos guerrilheiros da Frelimo e a destruição de 20 palhotas e 2 celeiros ali existente, enquanto a outra parte das NT fazia a perseguição da força inimiga que disparava em várias direcções por entre o capim bastante alto. Pelo rasto de sangue encontrado deduz-se que houvesse um ferido grave, sendo este o sentinela do posto avançado que primeiramente abriu fogo sobre nós. O número provável de elementos seria de 10 guerrilheiros e 5 mulheres, sendo o chefe da base um tal Eugénio Agia, conforme carta encontrada na palhota do mesmo.
Possivelmente alguns elementos IN ter-se-ão posto em fuga completamente nus, pois encontravam-se a descansar nas palhotas quando foram surpreendidos e tinham a roupa a secar. Pelas 18 h chegámos à linha do CF, aproximadamente a 3 km do acampamento de Namicoio Velho.
Na 5ª feira, dia 25 de Abril continuámos o caminho pela linha férrea a fim de detectar uma possível travessia do IN, mas as buscas foram infrutíferas. É de salientar a atitude do 1º Cabo Indala Vali, pela maneira como respondeu, com eficácia, de pé, ao fogo do sentinela IN, afirmando ele que lhe atirou três tiros, atingindo-o.
Resultados obtidos: 1 ferido confirmado; 2 mina A/P TMD 6; 5 GMD mod. F1; 1 granada armadilhada de fabrico desconhecido; 2 carregadores de Kalashnikov, 3 porta granadas; 5 pentes c/ munições; 1 cantil; fardamento diverso e cobertores; 2 caldeiros grandes; destruição de 20 palhotas e 2 celeiros cheios.
In História da Companhia C. Caç 4242

sábado, 15 de abril de 2017

Hoje é dia de festa na aldeia


Fui convidado por um chefe duma povoação [Mepuína] para uma festa que durou todo o santo dia. Professam a religião muçulmana e celebram o início de um novo ano. Tudo começa com uma cerimónia numa espécie de capela. Seguidamente formam dois grupos: homens de um lado e mulheres do outro. Começa então a dança ritual que consiste em gestos e movimentos em roda. Os excessos deste tipo de festas terminam com a alegria e êxtase provocado pela “cabanga” – uma espécie de aguardente.
Diário de um militar da C. Caç. 4242

quarta-feira, 29 de março de 2017

Acção da Frelimo no Niassa

Tal como em Cabo Delgado, as dificuldades de comunicações, o acidentado do terreno, a baixa densidade das forças portuguesas e a fraca presença de colonos facilitaram a acção da Frelimo [no Niassa], que alargou a sua acção para sul na direcção de Meponda e Mandimba, para atingir o Malawi,
com a intenção de descer para Mecanhelas de modo a alcançar a Zambézia e ligar-se a Tete. Por outro lado, estendeu ao mesmo tempo a sua acção para leste, em direcção a Marrupa, para chegar a Cabo Delgado.
in http://www.guerracolonial.org/home

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Por volta das 5 chegaram a Belém

(…) Por volta das cinco horas chegaram a Belém. Houve a informação de que o comboio passava dali a quinze minutos. Foram tomadas as posições: os GE seguiram à frente da locomotiva, os restantes na carruagem da cauda.
Era uma hora da tarde quando todos se apearam. O grupo de combate “Rato” dividiu-se em quatro secções, pelos pilares da ponte.

Após as precauções tomadas, o grupo “Rato” inspeccionou toda a passagem do rio Luchímua, pelo interior da ponte, nada detectando. O comboio passou e lançou, quilómetros acima, os grupos “Lobo” e “Rato”. O “Gato” avançou pela margem sul do rio. Passados que foram 30 minutos, foi feita uma pausa, tendo o Cancela mandado chamar o guia.
- Temos de ir em direcção aos montes Checulo, mas seguindo a margem do rio Luchímua, ouviste?
Pausa e um olhar expectante do guia, um ex-turra, ao serviço da DGS (Pide).
- Percebeste o que queremos?
Novo silêncio.
- Ò porra, nós queremos ir para os montes Checulo…Estás a compreender?
- Meu alferes – disse o cabo Constantino, um negro de educação europeia – ele não fala português! …Se me permite vou falar com ele em Macua.
- Tenta lá, porque esta merda já me está a cheirar mal.
E o cabo Constantino tentou…
Passados uns momentos:
- Meu alferes, ele não fala Macua mas sim Ajáua! (…).

História extraída de “Cancela Tropa – O Uivo da DGS”
(Escrito por um militar da Companhia de Caçadores 4242, que prestou serviço militar em Mandimba, Niassa, Moçambique, nos anos de 1972/74)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Xeque mate

Emblema da C. Caç. 4242,
desenhado pelo João Macedo, Furriel 
No sentido figurado, xeque mate indica o momento em que alguém está numa situação constrangedora, quando recebe um ultimato e deve tomar uma decisão para seguir um caminho ou perder alguma coisa. Nesse momento a pessoa está a receber um xeque mate. Em inglês, a expressão xeque mate é traduzida por checkmate
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