sábado, 17 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS DE NATAL E FELIZ ANO 2017




NESTE ARTIGO SERÃO PUBLICADAS TODAS AS MENSAGENS DE BOAS FESTAS ENVIADAS PELOS NOSSOS COMPANHEIROS E AMIGOS:
 A ENVIAR PARA O SEGUINTE MAIL DO NOSSO DIRECTOR: mcalmeida49@gmail.com

MENSAGENS
1. Mensagem de Moreira Nunes:
    Caros amigos
    Agradeço os votos de BOAS FESTAS e FELIZ ANO DE 2017. É para mim um grato prazer       de mais um ano passado na vossa companhia.
    Que o tempo que nos resta seja para nos unir e podermos sempre recordar tudo o que de             bom  o destino nos proporcionou.
    Bem hajam e até breve.
    Um abraço do
    Moreira Nunes

2.  Mensagem de Capelas:
   Também desejo aos meus ex. companheiros de luta da    CAÇ4242, um Santo e Feliz Natal e um próspero Ano        Novo,  junto daqueles a quem mais amam, com muita      saúde e paz.
   Recordando o nascimento de Jesus, porque Ele é o          nosso Natal.
   Um abraço a todos

     Joaquim Capelas 


3. Mensagem do Delfim, o Brasileiro
    A todos os meus companheiros da Companhia de Caçadores       4242, Mandimba, desejo um Feliz Natal e um próspero Ano       Novo com muita alegria e saúde, mas lembrem-se do Natal de     1972 e 1973 no qual a ceia foi ração de combate.
    Graças ao bom Deus estamos em breve a comemorar o Natal     2016 com um bom bacalhau e aquele vinho...
    Recebam um forte abraço: Todos!
    Delfim, o Brasileiro - como era conhecido.

4.Mensagem de Jaime Leite:
 Aos meus queridos ex-companheiros da C.CAÇ. 4242, os desejos de BOAS FESTAS e FELIZ ANO 2017 para vós e vossas famílias.
A todos um grande abraço de NATAL.
Leite

5. Mensagem de :Azevedo
 Para a família da C. Caç .4242/72 desejos de um Bom Natal e excelente Ano Novo, na companhia de todos os que lhe são queridos.
Aquele abraço do 
Azevedo

6.Mensagem de Luis Simão:

 Para todos os companheiros amigos e respectivas famílias desejo um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de saúde e amor.
Votos do amigo
Luis Simão

7.Mensagem de Adérito Roxo:
 Desejo a todos os companheiros e respectivas famílias  um Feliz Natal  e Ano Novo, com saúde, paz e muitas felicidades.
Adérito Roxo
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8. Mensagem de Avelino Teixeira:
Camaradas, mais um ano passado e cada vez mais velhos mas com a mesma alegria.
Para todos os camaradas de armas desejo que o próximo ano seja de muitas alegrias junto dos familiares e amigos.
Um grande abraço e até sempre

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Faleceu a esposa do BELÉ

É com profunda consternação e pesar que vos comunico que faleceu ADÉLIA FERREIRA, esposa do nosso companheiro José Ferreira Luís Belé que era e continua a ser o nosso electricista e que reside em Lagoa, Algarve. 
Ao Belé e aos familiares apresentamos as nossas condolências. 
Força companheiro, todos os teus antigos companheiros da C. Caç. 4242 estão contigo neste momento doloroso. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

"Operação Marosca"

(…a tropa especial e alguns elementos da DGS, a secreta do Estado, matam em tempo recorde 400 pessoas. Procuram a base do inimigo, mas encontram aldeias indefesas, apenas com mulheres, crianças e velhos desarmados. Fazem-se experiências. Um soldado abre o ventre de uma mulher grávida e mostra-lhe o sexo do feto. Outros colocam os canos das armas na boca de recém-nascidos, à laia de biberão. E as donzelas, depois de satisfazerem o ímpeto dos defensores da pátria, são abatidas. Foi apenas mais uma atrocidade praticada pelo exército colonial, mas esta teve parangonas na imprensa estrangeira porque missionários a denunciaram à opinião pública internacional. (…)”
Massacres em Moçambique, Felícia Cabrita, A Esfera dos Livros, 2008

O excerto acima refere-se àquilo que ficou conhecido como o massacre de Wiryamu, na zona de Tete, Moçambique, ficando registada como a maior nódoa do exército colonial português, que uns dias antes do Natal de 1972, roubou a vida a centenas de moçambicanos indefesos…
Eu - o director deste blogue - ainda me lembro de, nos primeiros meses de 1973, andar a distribuir panfletos de acção psicológica, desmentindo o acontecimento perante os militares da Companhia e da população em geral da área de Mandimba e Belém (Belém agora chama-se Mitande). Aliás, para os os altos dirigentes militares (os tais cabeças de ar condicionado), essa povoação nem sequer existia no mapa de Portugal - leia-se Moçambique -, desmentido esse efectuado pelo nosso então Ministro do Negócios Estrangeiros na ONU.
Uma vergonha!
Texto da autoria do director do blogue


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

POESIA DO CAPELAS

Olá companheiros

Ao aceder novamente ao blogue da C.CAÇ.4242, lembrei-me de um trabalho que tenho na minha posse, o qual foi feito durante a nossa estadia em Mandimba. Este trabalho é baseado nuns versos que passo a enviar por anexo.
São versos que diz respeito à saída do Continente para Moçambique e o relato de alguma coisa que se fez  durante aqueles dois anos.
Era para apresentá-los no nosso almoço em Nisa, mas não o fiz por esquecimento. Envio agora se há possibilidades de serem introduzidos no Blog da CCAÇ4242.
Eles foram escritos com a máquina de escrever que estava na secretaria, mas passei-os depois por computador.
Ainda tenho na minha posse os originais para recordação.
Um abraço
Joaquim Capelas


Dois anos de tropa em Mandimba, 1972/1974
                       C. CAÇ 42 42 - Moçambique

               1
Vou falar de tropa                                              
Isso fez parte da minha vida                                  
Há três meses que me encontrava                
À espera da minha partida                            
                2
De Santa Margarida eu saí                            
Com destino ao Ultramar                              
Meu coração ia triste                                    
Só tinha vontade de chorar
       (...)

    PARA LER O POEMA COMPLETO, CLIQUE AQUI
       

domingo, 23 de outubro de 2016

Venceslau e Outras Histórias de Mamíferos Como Nós

Hoje é lançamento do livro do Rui Jackareh, filho do nosso Director Almeida Psícola e grande entusiasta e animador dos encontros da C. Caç. 4242.

Para mais informações:

https://www.facebook.com/ruipedroalmeida6230?fref=nf&pnref=story

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Mensagem do Mota

Há dias recebi um telefonema do nosso amigo Almeida (psícola) que tinha alguém ao lado dele que me queria cumprimentar; quem seria? Para meu agrado e de todos nós saiu o nosso camarada VEIGA, ex. furriel da C.CAÇ 4242.
Quem é o VEIGA?
É aquele individuo (natural de Nampula) que apareceu em Mandimba  e que calçava botas n.º 45, um tamanho acima da média. As ditas botas eram tão grandes que o nosso amigo Azevedo as calçava sempre quando bebia uns copos, pois serviam-lhe de base de sustentação - o Azevedo calça o 38!...
O Veiga, além de calçar botas 45 - um tamanho grande - também tem um coração ainda maior, pois é dos camaradas que sempre é lembrado quando nos reunimos nos nossos jantares anuais, pelo que desde já faço daqui um apelo ao VEIGA para este ano estar presente no próximo jantar convívio, para receber um abraço de todos nós.
Mota e Veiga


Paixão, Mota e Veiga
Aqui envio duas fotos datadas de maio/junho de 1974; uma tirada na messe de sargentos com o Paixão a dar-me bebida na boca para eu não me cansar muito e o Veiga. E outra, tirada, sentados sobre a obra de arte dirigida e executada pelo nosso amigo Macedo: O PAIOL.

Um abraço para toda a família da C.CAÇ 4242.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Operação Munhehere


OPERAÇÃO MUNHEHERE
Extracto oficial do Relatório da Companhia
15JUL74
Hoje, pelas 12,30 h, quando o GRUPO COMB ROLA regressava do destacamento de Munhehere, [a viatura em que seguiam] accionou uma mina A/C em região coord. (1358,5:3556), muito próximo da povoação de JUMA, causando 12 feridos às NT, entre os quais 4 gravemente feridos e [ainda] 2 elementos da POP, também em perigo de vida.
Supõe-se que o referido engenho explosivo tinha sido colocado pouco antes.
A viatura Unimog 404 ficou parcialmente [?] destruída.
A evacuação dos feridos continua a fazer-se a a partir de Belém.
Um GR COMB deslocou-se ao local e prosseguem as averiguações.
(……)
BAIXAS
ABATES:
- 1ºCABO – 06797972 – ANTÓNIO DA COSTA OLIVEIRA

-SOLD – 06566072 – ANTÓNIO DA CUNHA FERNANDES
Faleceram na 1ª ENF MILITAR REGIONAL, em 16JUL74, para onde haviam sido evacuados, por motivo de acidente em campanha. [Leia-se morte em combate]

sábado, 10 de setembro de 2016

Cobra mamba

Mecanico Gudossone, militar da c. caç 4242
que serviu Portugal
Mamba-negra é a segunda serpente maior e mais venenosa do mundo, vivendo a maior parte do tempo no solo, mas pode escalar árvores com facilidade. O seu veneno causa paralisia, podendo levar a vítima à morte se não for tratada rapidamente. Se a picada for na região do pé ou na canela pode levar de 2 a 4 horas para a vítima ver a morte.
O sold. GE nº 1151/72, da C. Caç. 4242, Mecanico Gudossone, faleceu com a picada desta serpente. Foram necessárias poucas horas para fazer sucumbir este corpulento soldado africano. Nem a evacuação heli lhe serviu de remédio. Chegou ao hospital de Vila Cabral já cadáver.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Lenda da origem do nome Mandimba


"Quando os Portugueses entraram em Moçambique, a localidade de Mandimba era conhecida por 'Nlenga', que significa: “quem tem sorte vive, quem não tem, morre.
Nlenga situava-se numa serra e era lá que viviam os Portugueses. Os nativos eram capturados e levados para a serra para trabalhos forçados e muitos morriam, incluindo os próprios chefes portugueses.
Existia um lugar na área de Equimepe conhecida por Pamponechela que significa: “Logo se vê onde se bate nas pessoas,” porque dali podia-se ver a serra onde viviam os Portugueses.
Conta a lenda que o chefe nativo, Mulolo, provocou um tipo de trovoada que destruiu as casas dos Portugueses sem os matar, mas obrigou-os a descerem e a transferirem o GDM para baixo porque eles não tinham autorizaçāo para viver na serra nem para maltratar os nativos.
Conta ainda a lenda que havia um rio de nome Mandimba que nascia num pântano, no Malawi junto de uma abertura que parecia um tanque. Ao lado do tanque havia um caminho por onde as pessoas passavam. Nesse lugar sempre se ouvia o ruído de batuque. Na língua local, esse ruído chamava-se Xindimba. Também em Munheyere, num caminho que passava junto a uma serra ouvia-se o Xindimba.
Os Portugueses associaram o nome do rio Mandimba ao barulho Xindimba e baptizaram a sua nova terra de Mandimba."
By my friend TIM

sábado, 25 de junho de 2016

31º CONVÍVIO - DISCURSO DO SIMAS

(...)
Seguindo o lema sejamos generosos no elogio e comedidos na critica e porque não vem nem podia vir na História da CCAÇ 4242, é altura de todos nós tomarmos conhecimento, de duas intervenções decisivas do Capitão Moreira Nunes no sentido da nossa Companhia não ter sido mais sacrificada e ou martirizada.
A primeira foi que, quando chegados à Beira e depois também em Nampula, nós que tínhamos Guia de Marcha para Mandimba, haviam forças ocultas de altas esferas que nos queriam empurrar para outros sítios mais “quentes”. O Capitão Nunes, e bem, fez o que tinha a fazer que foi o de defender com firmeza o local a que inicialmente estávamos destinados – Mandimba.(...)

Para ler o discurso completo CLICAR AQUI

quinta-feira, 23 de junho de 2016

MISSÃO CUMPRIDA

No passado dia 11 de Junho os militares da C.CAÇ. 4242 dirigiram-se em passo acelerado até Nisa, desta vez devidamente enquadrados pelo comandante, Capitão Moreira Nunes que se fez acompanhar, para além dos operacionais do costume, pelos Furriéis Simão enfermeiro, pelo  Almeida vago e pelo Almeida Psícola.
Depois da formatura geral junto ao Posto de Turismo daquela bonita Vila Alentejana, a Companhia avançou para a operação “Cadeia Nova” fazendo um assalto a um bonito Castelo muito antigo, com o objectivo de libertar todos os presos que lá estavam.
A Companhia avançou para a operação
"CADEIA NOVA"
                                           
Esta operação, mais que justificada pelo facto da Justiça Portuguesa apenas privar a liberdade de pequenos delinquentes deixando os outros de fora, foi coroada de êxito pois que foram apanhados à mão os dois guardas prisionais de serviço e libertados os 11 prisioneiros que lá se encontravam sem que houvesse feridos de parte a parte.
A Companhia esfomeada regressou à “Flor do Alentejo” cujo rancho foi preparado pelo Joaquim Cebola, mais conhecido por Nisa.
Contrariamente ao que a Companhia estava habituada com o Vago Almeida, que era uma vez corvina com arroz outra arroz com corvina cozinhada pelo Gordinho, saiu um belíssimo manjar que, tanto quanto me recordo, passou por pezinhos de tomatada, bacalhau no forno e bochechas de porco, tudo muito bem cozinhado e regado com vinho de garrafa sem rótulo.
Seguiu-se um digestivo à maneira, tendo o Simão, lembrando-se de tempos antigos, distribuído muitos Kompensãs para normalizar os estâmagos saciados excessivamente.
Seguiram-se as despedidas e o regresso ás casernas para descanso. Até para o ano malta.
NOTA: Texto para ser inserido na História da CCAÇ. 4242.
Miguel Simas

sábado, 11 de junho de 2016

31º CONVÍVIO FOI EM NISA

OBRIGADO A TODOS OS PRESENTES.
OBRIGADO AO ORGANIZADOR: Joaquim Cebola "NIZA"
Foi um êxito.
Da esq. para a dir: Fevereiro Filho, Cerqueira, Psícola, Simas, Amarante, Moreira Nunes, Teixeira, C. Almeida, Rato, Borges, Carrola, Niza, Francelos, Capelas, Baião, Marques, Santos Silva, F. Macedo, Aguiar, Reis. J. Macedo, Simão, Santos e Nunes.
Em breve daremos mais notícias.

terça-feira, 7 de junho de 2016

31º Convívio é em Nisa

Agradece-se a todos os convocados e inscritos para o 31º Convívio em Nisa que compareçam, se possível, até às 11,30 horas  na Praça da República para uma troca e partilha de quotidianos da história da nossa companhia, não esquecendo os jovens que fomos e os homens que somos. 
Um elo comum a todas as histórias da companhia são as estórias que cada um de nós poderá reviver.
Boa viagem a todos.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

GUIA DE MARCHA PARA NISA

Mensagem do Simas:

Caros companheiros de armas
As minhas maiores saudações.
Eu e a minha companheira Ana já temos em nossa posse a "Guia de Marcha" que nos levará à capital no dia 9.
Simas e Ana, vindos dos Açores,
 a caminho de Nisa

O destino é a nossa apresentação no quartel general Flor do Alentejo, em Nisa, no dia 11 de Junho.
Tendo passado mais de dois anos das nossas vidas, quiçá os melhores da nossa juventude, em comunhão de perigos e dificuldades com a generosidade e entreajuda próprias daquela idade, faço um apelo para que nos juntemos para nos abraçarmos e comemorar a vida que ainda temos e a saúde que nos resta.
Um abraço a todos. Passem bem e... até lá!
Miguel M. Simas
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Mensagem do Capelas
Olá camarada e amigo Almeida,
Saudações para todos vós.
Por várias vezes recebi as vossas notícias sobre o grande encontro no dia 11 deste mês. Já fiz um comentário no Nosso blog,mas faço aqui novamente, porque desejava estar convosco este ano, mas por motivos familiares não tenho a certeza se poderei estar.
Mas se entretanto se poder ir, gostaria de saber se dava para avisar dois ou três dias antes.
Alem de morar em Lisboa, tenho também outra casa em Amieira do Tejo, que pertence a Nisa. Fica a 12 km. de distância.
Por isso se nessa altura estiver em Amieira do Tejo, estou perto.
Um abraço, e sempre ao dispor.
Joaquim Capelas, ex. corneteiro da CC 4242

Mensagem do Azevedo
"Não me vai ser possível estar presente no encontro em Nisa, o que lamento!!...
A única razão, prende-se com o facto de na mesma data estar em digressão pela Costa Alentejana, no convívio/passeio do Clube do Pessoal da EDP, delegação de Braga, (na qualidade de presidente da direção), convívio esse, agendado e aprovado no plano de atividades  para o corrente ano, em Dezembro de 2015.
Resta-me desejar a todos os CCAÇ. 4242 muita saúde, desejar um bom convívio aos que tiverem a oportunidade de ir a Nisa e também pedir para que, o convívio do próximo ano, fique em Nisa definido, com marcação de data e local.
Abraço do Azevedo. "

Mensagem do Joaquim Vigário
Venho por este meio informar que não me é possível estar presente no convívio em Nisa.
O meu filho e a minha mulher estão de novo a explorar o velho restaurante "Mira Freita",que nesse dia está lotado. Eu não me sinto à vontade para fazer a viagem sozinho. Por isso peço desculpa a todos os camaradas, principalmente ao Cebola.
Um abraço a todos
Joaquim Vigário

quarta-feira, 25 de maio de 2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

31º CONVÍVIO 2016 C. CAÇ. 4242 SERÁ EM NISA

Olá.

Informo que o almoço está agendado em Nisa para o próximo dia 11 de Junho

Esta semana enviarei carta a todos os companheiros. 
Niza, Cardoso e Psícola..em
acção psicológica

Os mesmos ...para a foto
Abraço!
Joaquim Cebola (Niza)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O nosso 25 de Abril foi a 26

Ruínas do Quartel em Mandimba
"Na 5ª feira do dia 25 de Abril de 1974 continuámos o caminho pela linha do caminho de ferro [Belém - Catur] a fim de detectar uma possível travessia do inimigo [Frelimo], mas as buscas foram infrutíferas. É de salientar a atitude do 1º cabo nº 1183/72, pela maneira como respondeu, fortemente, de pé, ao fogo do sentinela inimigo, afirmando ele que lhe atirou 3 tiros, relativamente perto, e que pelo menos um dos projécteis atingiu essa sentinela inimiga," 
(extracto do relatório da operação de Juma a Namicoio Velho)
Ver mais em:  http://psicola4242.blogspot.pt/search?q=o+nosso+25+abril
In História da C. Caç. 4242

terça-feira, 19 de abril de 2016

Chineses ou Vietnamitas?

01MAR1974 
Um elemento feminino pertencente à povoação de Munhehere, raptado por um Grupo Inimigo em 27 FEV1974, conseguiu fugir. Informou NT [Nossas Tropas] do Destacamento de Belém que o referido Grupo IN era constituído por 50 elementos, na maioria armados e enquadrados por 4 elementos Chineses, vindos da zona do rio Lugenda, região coordenadas (1352.3606). Seguiram em direcção ao monte Mecongo, coordenadas (1356.3551), dirigindo-se para norte, tendo atravessado o rio Luchimua, coordenadas (1349,5.3551). Todos os elementos estavam fardados de verde, inclusivé os carregadores que transportavam material.”
In Historia da Companhia
CAÇ 4242 – Xeque Mate

terça-feira, 5 de abril de 2016

Extracto do Relatório da Companhia


Extracto da história da C CAÇ 4242 - 28JAN74 - EXECUÇÃO
a) Deslocamento auto até povoação MUNHEHERE.
Juntamente com 3 milícias e Chefe Munhehere iniciou-se a perseguição por rasto do grupo IN que no dia 24 tinha flagelado a povoação de Munhehere.
Encontrado o rasto do GR IN, seguiram-no.
Em 26 JAN1974 foi detectada por A. Imane, soldado deste GE, mina A/P PMD6, sendo em seguida neutralizada pelo comandante da força.
Iniciando de novo a marcha a corta mato, A. Rentino, soldado enfermeiro da força, accionou um engenho explosivo causando-lhe ferimentos graves e num milícia e ferimentos não graves no soldado A. Imane.
Foi pedida evacuação e por falta de meios para comunicação terra-ar, devido ao Rádio AVP1 estar avariado, foram transportados os feridos até à povoação de Munhehere.
Pelas 16,15 h foi feita a evacuação via Hélio.
OBTIDOS:
b) Neutralização de uma mina A/P PMD6.
SOFRIDOS:
4 feridos, sendo 2 graves - Soldado A. Rentino, ferido gravemente; A. Imane, ferido não grave; Fur Mil. Milton Mota, ferido ligeiro e 1 milícia da povoação do Munhehere, ferido grave.
À excepção do Fur Mil MOTA, foram evacuados todos os feridos para a 1ª Enf Mil Reg”

quarta-feira, 2 de março de 2016

Operação Mucossola

25JUN1974
Deslocamento auto até ao aldeamento de MEZITO e patrulhamento da picada até ao Munhehere. Tive conhecimento, através de um Guarda Rural do Mezito, que se encontrava na picada, perto do Rio Lissimba, um elemento da População Armada da aldeia de Mucossola, gravemente ferido por um grupo inimigo da Frelimo. Imediatamente mando preparar uma Secção com o enfermeiro Figueiredo e transmissões e dirigi-me para o local onde se encontrava o ferido acompanhado do chefe Munhehere e por sete Guardas Rurais. Deixei a outra secção sob o comando do 1º Cabo Moreira, a fazer segurança à população da aldeia que ficou um pouco inquieta com a notícia da passagem do inimigo. Chegámos a Mucossola onde nos foi relatado que quatro elementos deste aldeamento, quando se dirigiam para a aldeia de Muhimua e já muito perto do rio Lissimba, foram capturados pelo inimigo. Um dos elementos da População tentou a fuga, tendo sido atingido no ventre, entrando o projéctil pelo lado direito e saindo pelo esquerdo. Imediatamente o 1º Cabo Enfermeiro Figueiredo começou a prestar-lhe os primeiros socorros e pedi uma evacuação de helicóptero para o ferido. Este já se encontrava em tal estado de fraqueza que não consegui obter dele qualquer tipo de informação. Fizemos um análise ao terreno circundante ao acidente e verificámos que os terroristas se dirigiam para o monte Mecongo. Deixei o 1º Cabo Enfermeiro a assistir o ferido e o Soldado Castro para o ajudar na evacuação e para manter segurança ao Héli, juntamente com a população armada. Em marcha forçada iniciámos a perseguição quando fomos surpreendidos por uma emboscada do inimigo. Reagimos disparando vários tiros e lançando dez granadas de morteiro 60 mm. Após vinte minutos de fogo cerrado, o inimigo fugiu em debandada, atirando primeiro uma granada que caiu perto de nós. Reorganizámo-nos e formámos em linha, fazendo o reconhecimento do terreno. Encontrámos algum material abandonado, em redor de duas fogueiras do acampamento. Não continuámos a perseguição por sermos poucos: sete militares, sete Guardas Rurais e duas Pop. Arm., não dispondo de enfermeiro. Inutilizámos os géneros alimentares que tinham abandonado -
arroz, farinha e mapira - , apanhámos o material de guerra, o fardamento e iniciámos o regresso ao Munhehere. - Resultados obtidos: 1 gerador de corrente de origem Russa (explosor); 2 catanas; 1 rolo de cordão eléctrico; 2 minas anti-grupo POMZ-2; 1 mina anti-carro TM-46; 2 carregadores da Kalashnikov c/ munições; 1 capa de chuva; 3 fardas completas; 1 calças; 25,5 kg de TNT em petardos de 200 e 400 gr; 7 rolos de arame de tropeçar, 2 latas de conserva...
In História da C. Caç. 4242

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Mensagem do "Brasileiro"

Caro amigo Silva, recebi seu mail e agradeço a você por se lembrar de mim. Meus pêsames pelo falecimento do nosso companheiro Martins do 4º pelotão.
Um abraço ao Almeida Psícola. Continue me mandando mails e notícias.
Um abraço do Brasileiro aqui do Rio  de Janeiro.
Delfim

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Não, não é Carnaval

Rituais africanos em Mandimba
Rituais 1972/74
A acção psicológica exercida sobre a população, o inimigo e mesmo as próprias forças foi conduzida através da propaganda e da informação, de acordo com as finalidades de cada uma destas áreas; a primeira, procurando impor à opinião pública certas ideias e doutrinas; a segunda, tendo como finalidade neutralizar a propaganda adversa; por último, a informação, fornecendo bases para alicerçar opiniões. Mas para serem eficazes, os meios de condicionamento psicológico necessitam de encontrar ambiente favorável.
Mandimba- fotos C. Caç. 4242
Respeitar as tradições
Quanto às populações, procurou-se criar esse ambiente propício com a acção social, que visava a elevação do seu nível de vida, para as cativar, “conquistando-lhes os corações” e originando condições mais receptivas à acção psicológica. Esta acção foi desenvolvida sob a forma de assistência sanitária, religiosa, educativa e económica.
Da conjunção da acção psicológica com a acção social surgiu a acção psicossocial, que foi designada por Psico.
www.guerracolonial.org

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Operação fronteira Malawi

06FEV1974DESCRIÇÃO DA ACÇÃO:

Após a largada de comboio na ponte do rio Luchímua

percorremos apenas alguns quilómetros até ao km 691 da linha 

do caminho de ferro [Belém - Catur]

Aí encontrámos vestígios da 

passagem de 
Comboio Belém- Catur. São militares
 da C. Caç. 4242; à esq. em 1º plano
o José João


um grupo inimigo, na noite anterior, 

provavelmente em direcção ao 

Malawi

Passados que foram 200 metros 

flectimos 

para leste, internando-nos na mata.


A progressão foi relativamente fácil durante quase todo o 

caminho, com maior dificuldade no início.
In história da Companhia, pag.130

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mensagem do Silva

Boa noite
Mais uma triste notícia referente ao pessoal da Companhia.

Mandei os parabéns,  no dia 12, ao FLORIANO MARTINS MONTEIRO que foi do 4º pelotão.
Ontem uma pessoa de família telefonou-me a informar que o rapaz tinha falecido em 2014.
Mais um que partiu.


Um abraço a todos.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Cancela Tropa - O Uivo da DGS

“(...)
E o Cancela chamou os Furriéis:
- Isto está uma merda do caraças. O nosso grupo que circundava os montes Checulo rebentou uma marmita [mina]; não há feridos. Temos de prosseguir com a maior das cautelas;
Foto do álbum do Castro que mora na Trofa
afastem mais os soldados, porque esta porra pode estar toda armadilhada e ninguém quer voltar para a metrópole sem uma perna ou sem os tomates. Se há minas anti-carro, deve haver muitas anti-pessoais. Quero que a frente seja reforçada. Chamem-me o Guedes e o Brito para ocuparem os lugares da frente. Mantenham o mesmo homem à rectaguarda. Esta merda ainda vai dar bronca.
- Mas, ó Cancela – interpelou um dos Furriéis - , o pessoal do acidente está todo bem?
- Está. Sigam para os vossos lugares e cautela.
As árvores pareciam ter crescido e as aves voar mais alto. O temor apoderou-se do grupo..."
História quase real de um militar da c. caç. 4242