quarta-feira, 3 de abril de 2019

Mensagem do Mota


Almeida,
Aqui envio algumas fotos do 1º encontro de alguns dos ex-militares do C.CAÇ.4242, que se realizou na casa do Mota, há muitos anos.
Até dia 11/5.
Um abraço.
Mota

quinta-feira, 28 de março de 2019

Acção em Minhomar

Dia 29MAR1974 saímos do aquartelamento cerca das 5 horas com destino a Nova Freixo. Pelas 7,30h, na região de Minhomar, encontrámos elementos da população e Guardas Rurais que nos fizeram alto. Tendo-me apeado a fim de me inteirar do que pretendiam, fui informado da existência de minas colocadas pelo IN na picada. Imediatamente tomei as seguintes medidas de segurança: uma secção comandada pelo 1º Cabo Batista, montou segurança às viaturas; outra secção comandada pelo 1º Cabo Ernesto Echaco, dirigiu-se comigo para o local onde estavam as minas a fim de montar a segurança na proximidade. Deparei com uma mina A/C e outra A/P meio à vista. Seguidamente fiz a picagem na periferia das minas, verificando não existir qualquer outro engenho explosivo, tendo, no entanto, avistado, a cerca de 2 metros da mina A/C, estilhaços de uma mina A/C e fragmentos de carne humana e sangue. Suponho que este engenho explosivo, muito semelhante à mina implantada na picada, tenha sido accionado pelo IN quando da sua montagem.
Depois de tomadas as medidas de segurança que se impunham, levantei as minas A/C e A/P, à distância, com o auxílio de uma corda improvisada. Seguidamente neutralizei a mina A/P, ficando a mina A/C por neutralizar por falta de meios de destruição. Esta ficou fora da picada, à espera de meios para a sua neutralização, vindos de Mandimba.
Devido a avaria no Rádio, resolvi, pelas 10,30 h, prosseguir com a coluna para Nova Freixo, deixando o 1º Cabo Batista, o soldado Carvalho e os Guardas Rurais a guardar as minas, enquanto não chegavam os reforços de Mandimba. Aproveitando a passagem de uma viatura civil, mandei nesta o Soldado Moutinho com o fim de informar o nosso CMDT COMP.
Às 12 horas chegámos a Nova Freixo. O regresso deu-se por volta das 18 horas, chegando ao local onde tinha deixado os dois militares pelas 20 horas. Aí aguardei os reforços de Mandimba que chegaram pouco depois. Após a neutralização da Mina empreendemos o regresso ao Quartel de Mandimba.
In “História da Unidade” – C CAÇ 4242

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Quintal do José João

Eu e o José João no seu quintal no antigo  Casal Ventoso.
 Apanhei umas couves para o caldo verde e recordamos tempos de há 45 anos quando militávamos na C. Caç. 4242 em Mandimba, Niassa , Moçambique.
O José João perguntou se me lembrava de um facto que nos aconteceu e de que foi protagonista:  

"O 1ª Pelotão iniciou uma operação de segurança à população do Munheere que, fustigada pela Frelimo, ameaçara abandonar a aldeia.
No dia seguinte, de manhã, um civil de ginga e muito ofegante, trouxe a notícia de que passara um grupo da Frelimo junto `à aldeia de Mucossola e que tinham dado um tiro na barriga de um civil capturado por eles para servir como carregador e que fugira.
Dividi o grupo de combate em dois, deixei um Cabo a comandar os que ficaram e parti com nove elementos, incluindo o José João de transmissões e julgo que o Cabo Figueiredo como enfermeiro.
Chegados a Mucossola verificamos o civil ferido que estava com as vísceras de fora. O enfermeiro pôs-lhe gaze e fez-lhe uma ligadura enquanto comunicávamos com o Tabefe a solicitar evacuação de helicóptero. Surgiram vários elementos da população armados de mauser e, ao dizer-lhes que iriam connosco atrás dos turras começaram a descartar-se ora dizendo que tinham dores no cabeço ora na barriga.
Mandei-os formar, dei-lhes uma sarabanda, deixei o Figueiredo e um soldado que já não me recordo quem, a coordenarem aquela gente, para improvisar um heliporto e manter segurança ao helicóptero.
Os restantes sete iniciaram a perseguição ao grupo IN, que se dirigia ao monte Mcongo, eu próprio, o Cruz (com um morteiro 60), o Lamego e o José João com o Racal, mais três soldados africanos de que me recordo do nome de dois: o Assane e o Rufino Amanse.
Estivemos debaixo de fogo das 13H00 às 13H20. Atiramos morteiradas, mas como cada um normalmente só levava uma granada, nunca poderiam ter sido dez.
Quando debandaram saímos da zona de fogo rastejando à retaguarda. Mandei o João José montar o Racal que, por não querer subir às arvores para dispor a antena pagou ao Assane para o fazer.
Falei com o Alferes Roxo que me disse ter poucos efectivos e que me deu ordens para que regressássemos.
Íamos nós regressar ao Quartel e dizer que tínhamos tido uma emboscada de 20 minutos e não ter nada que o provasse? Isso é que era bom. Avançamos em linha e capturamos o material que está referenciado e que demonstra que os sete vieram bem carregados.
Reconheço as dificuldades que possam ter os historiadores mas… tenham paciência.
No caso concreto não consegui levar nenhum guarda rural, nem mesmo dizendo-lhes junto ao ferido, que mais tarde viemos a saber ter morrido a bordo do helicóptero, que os turras tinham ferido seu irmão e que precisavam de ter castigo. Nem um para amostra.
 Simas "

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

MANDIMBA, 21 DE MARÇO DE 1973

Militares da C. Caç. 4242 - escolta 
em modo de relaxe
No domingo passado os turras colocaram 4 minas na linha férrea de Nampula-Vila Cabral, que passa em Belém, a cerca de 40 km de Mandimba. O local onde os engenhos explodiram pertence à nossa zona de acção. Eram 4 minas ligadas mas apenas rebentou uma que atingiu a última carruagem, provocando o descarrilamento do comboio, ferindo dois soldados e um furriel. Apanharam um grande susto os militares de uma companhia que vinha da Metrópole e que ia para Nova Coimbra, no Niassa.
Diário de um militar da C. Caç. 4242

domingo, 16 de dezembro de 2018

BOAS FESTAS DE NATAL E NOVO ANO FELIZ

Boas Festas de Natal e Novo Ano de 2019 com muitas felicidades para todos os militares da CCAÇ. 4242 e CART. 2764 e seus familiares e para todos os leitores deste blogue.

Enviem as vossas mensagens para publicação no blogue através do mail do nosso director: mcalmeida49@gmail.com





1. Avelino Teixeira enviou a seguinte mensagem: votos sinceros de Boas Festas e que o   ano novo trago muitos presentes no sapatinho
2.Manuel Moreira Nunes, o nosso capitão,  enviou a seguinte mensagem: Caro Almeida
Agradeço e retribuo os votos de Boas Festas . Um santo NATAL para todos os camaradas da ccac 4242 bem como as vossas famílias.
 Espero no próximo ano voltar a abraçar-vos em Oliveira do Bairro.
Um grande abraço 
3.Joaquim Cebola (Nisa) enviou a seguinte mensagem: Feliz Natal e próspero ano novo a todos os camaradas da C.Caç.4242, do condutor auto Nisa!
4. Adérito Roxo enviou a seguinte mensagem: Boas Festas de Natal e Ano Novo a todos os companheiros da CCAÇ4242 que recordo com saudade nestes dias festivos.
Um grande abraço .


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Almoço/Convívio 2019

Camaradas e amigos da CCAÇ 4242 e CART 2764.


        Conforme combinado no último almoço convívio, cá estou a comunicar a todos vós a data do próximo. 
Parece que ainda falta muito tempo para a data marcada, mas os dias passam demasiado rápido e quando damos por ela já estamos novamente em maio de 2019. 
Em reunião com o nosso camarada Helder Lusio (cart. 2764) e depois de consultarmos diversos restaurantes e datas disponíveis, optámos pelo dia 11 de Maio (sábado) de 2019.
O locar e restaurante será o mesmo deste ano: OLIVEIRA DO BAIRRO restaurante da residencial ESTÂNCIA. 
O resto do programa será anunciado no inicio do próximo ano.
Aproveito a oportunidade para enviar a todos os camaradas da CCAÇ 4242 e da CART 2764 um grande abraço e o desejo de um bom NATAL e umas boas entradas em  2019.

                Milton MOTA  (Ex. furr. GEs )  

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

OPERAÇÃO DEBELAÇÃO

DEBELAÇÃO 4 - 10 JAN1973 - CORVO + G DAVID + POP ARMADA
Nomadização e batida na margem sul do rio Luchímua, desde a serra do Scheculo até à fronteira, conjugada com emboscadas ao longo da fronteira, em coordenação com a operação "AUDAZ 23" da FIS do BCAÇ. 20, por 3 dias.

DEBELAÇÃO 6 - 17 JAN1973 - LINCE + G COM C. CAÇ. 4242
Nomadização na região da serra Scheculo, com batida da serra e da margem sul do rio Luchímua até à confluência com a serra Lissiete, em coordenação com o operação "AUDAZ 5" da FIS do BCAÇ. 20 e operação "AURA 4" da C. CAÇ. Vila Cabral, por 4 dias.

DEBELAÇÃO 9 - 27 JAN1973 - LINCE
Patrulha moto até Matreze, coordenadas 3536.1419, seguida de patrulha apeada ao longo da fronteira, com batida ao monte Chesula e serra Scheculo, por 4 dias.

História da C. Caç. 4242, pag. 12

Para descontrair abrir link abaixo do Zé da Fisga 

http://www.youtube.com/watch?v=9Vml5UbrW8c

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Praia Fluvial do Rio Lugenda

Corriam os anos de 1972/74.
Militares da C. Caç. 4242 banham-se na cascata do rio Lugenda, muito próximo de Mandimba. 
Jovens despreocupados, com 21 anos de idade, ignorando os jacarés e a praga dos macacos e as cobras e o feijão macaco, a matacanha e a micose e os "afrontamentos".
O rio Lugenda é um rio de Moçambique, afluente da margem direita do Rio Rovuma.
Militares da C. Caç. 4242,
em horas de ócio
Nasce no lago Chiuta, partilhado com o Malawi, percorre o lago Amaramba, a norte e, a seguir toma a direcção SO-NE, atravessa os distritos de Mandimba e Majune, faz parcialmente a fronteira entre este distrito e Marrupa e entre este e Mecula, a seguir separa este distrito do de Mueda, confluindo com o rio Rovuma perto de Negomano, no extremo noroeste da província de Cabo Delgado.
A natureza superou-se na hora de criar o Niassa. E em nenhum sítio é tão claro como nas margens do rio Lugenda, paraíso de plantas, homens e animais. (A Volta ao Mundo, Janeiro 2009)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

As pontes do Mota - Há 45 anos

O leito do Rio Mandimba,
com baixo caudal
Ponte sobre o rio Mandimba,
muito perto do quartel
NIASSA, MANDIMBA - 11 de Julho de 1973. São 10 horas da manhã. Cheguei do mato há 36 horas e estou no parrot, em pleno descanso na luta com uma "laurentina". Inesperadamente entra pela porta de armas o visionário Ferrão, chefe da Pide local, com informações altamente secretas. Seguidamente surge o nosso Cap. Moreira Nunes, convencidíssimo que as informações emanadas eram altamente fidedignas e eis  formada a convicção de que era uma operação à medida dos GE`s, ali mesmo na fronteira com o Malawi. Os militares cumpririam certamente o seu dever ainda na lembrança da mentalização que uma alta patente militar debitou: "os soldados portugueses são tão bons como os melhores." 
Após o acidente
Parrot
Lá vai o Mota chamar o companheiro condutor Aguiar para me transportar aos aldeamentos onde viviam os GE`s do meu grupo 401 para que se apresentassem no quartel tão breve quanto possível. Na missão de chamar os militares e logo à saída do quartel, na aproximação da ponte do rio Mandimba, a caminho do Matreze, qualquer coisa não funcionou na viatura e quando dou por ela já estávamos no leito do rio. Eu fui cuspido da viatura, aparentemente apenas com escoriações à vista, e o Aguiar ficou com metade do corpo - da cinta para baixo - sob a viatura, sendo evacuado para Nova Freixo.
Assim se servia a Pátria. Cumprir uma missão: Portugal ia do Minho a Timor. E meditar na frase daquele general (de ar condicionado) "Sinto nos vossos semblantes a alegria de terem servido a Pátria."

Abaixo transcrevo uma carta que enviei à minha namorada - a minha esposa Solene, a descrever o acidente:


(...) Hoje de manhã quando tive que sair no Jeep e ao passar por uma ponte, o condutor enfiou-nos lá para baixo. A queda foi de 6 metros de altura, para cima de pedra. Eu só fechei os olhos e quando os abri e vi que estava vivo, sem nada partido, assim como o condutor, até me pareceu que acabava de nascer novamente. Eu só tenho um arranhão no nariz; o condutor Aguiar é que ficou um pouco pior, mas não tem nada partido. Este foi o dia que tive mais sorte na vida. O jeep ficou todo amassado, sem conserto. Enfim, como vês elas acontecem quando menos esperamos, mas se não morri desta aqui, em Moçambique, também já não devo morrer.
Agora quero pedir-te o favor de não dizeres nada disto à minha mãe ou ao Vieira.(...)

Um abraço a todos os militares da CCAÇ 4242 e CART 2764
Milton Mota

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Convívio 2018 aconteceu com a C.AÇ. 4242 E C. ART. 2764

Foi ontem, dia 27 de Maio, que se concentraram em Oliveira do Bairro as 2 últimas Companhias que prestaram serviço - servindo a Pátria -  em Mandimba, Niassa, Moçambique. 
O sino da torre da Igreja de Oliveira do Bairro bateu as 12 horas e  o som das horas cobriu em ondas sucessivas o casario e o coração dos presentes que, em ambiente de completa convergência, procederam à deposição de uma Coroa de Flores no Monumento dos Combatentes do Ultramar, em Oliveira do Bairro, estando presentes os comandantes das 2 companhias, assim como o representante da Liga dos Combatentes.
Para já uma foto de grupo:
Militares da CART 2764 e CCAÇ 4242 posam para a
posteridade

domingo, 6 de maio de 2018

34º CONVÍVIO DA C. CAÇ. 4242 É COM A CART. 2764

É no dia 27 de Maio de 2018 - domingo
Uma organização de Milton Mota - Tel. 962871880 e de Santos - Tel. 911120619
Marquem a vossa presença para os contactos acima mencionados até 18/5 e não faltem. Eu já marquei a minha presença e o SIMAS, que vem dos Açores, também e vindo da Madeira, Moreira Nunes, o nosso capitão também:


- Caros Companheiros de Armas.
As nossas melhores saudações.
O dia 27 de maio está cada vez mais próximo.
Oliveiras há muitas mas, desta vez, é Oliveira do Bairro que nos interessa.
Efetivamente foi para lá marcada a grande concentração, desta vez de duas Companhias, para dar início à Operação Estância.
Por se tratar de uma operação ao nível de companhias é óbvio que aguardamos a presença dos respetivos Comandantes.
A furriel Ana e o furriel Simas, mais uma vez e com muito agrado, têm já em seu poder as respetivas Guias de Marcha que os conduzirão até Oliveira do Bairro na data aprazada.
Esforcem-se por marcarem a vossa presença naquele evento para aquele abraço de saudade dos nossos vinte anos.
Até lá rapaziada! Portem-se bem e … apareçam.
M.M. Simas

 - Bom dia 
Tenho passagem comprada. Em breve direi o n. de pessoas.
Um abraço 
Moreira Nunes