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quarta-feira, 17 de maio de 2017
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Nadir, Nadir, Nadir
NADIR 123 - 19JUN1974 -GATO
Patrulha moto até Namuaia seguido de nomadização entre o rio Luchete, rio Lugenda, rio Lissimba e linha do caminho de ferro, com montagem de emboscadas nos trilhos de possível passagem do inimigo, por 5 dias.
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| Militares da C. Caç. 4242 preparados para uma saída |
NADIR 124 - 21JUN1974 -GALO
Batida na região entre o rio Lassalumué e linha do caminho de ferro com montagem de emboscadas no trilho Muambico. Lançamento de pessoal na ponte do rio Luchímua e recolha na Cantina Viegas, por 5 dias.
NADIR 125 - 23JUN1974 - ROLA
Patrulha moto até Melolo, seguido de batida à serra Samba e serra Iapane, com montagem de emboscadas ao longo da fronteira do Malawi
quarta-feira, 29 de março de 2017
Acção da Frelimo no Niassa
Tal como em Cabo Delgado, as dificuldades de comunicações, o acidentado do terreno, a baixa densidade das forças portuguesas e a fraca presença de colonos facilitaram a acção da Frelimo [no Niassa], que alargou a sua acção para sul na direcção de Meponda e Mandimba, para atingir o Malawi,
com a intenção de descer para Mecanhelas de modo a alcançar a Zambézia e ligar-se a Tete. Por outro lado, estendeu ao mesmo tempo a sua acção para leste, em direcção a Marrupa, para chegar a Cabo Delgado.
in http://www.guerracolonial.org/home
com a intenção de descer para Mecanhelas de modo a alcançar a Zambézia e ligar-se a Tete. Por outro lado, estendeu ao mesmo tempo a sua acção para leste, em direcção a Marrupa, para chegar a Cabo Delgado.
in http://www.guerracolonial.org/home
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Por volta das 5 chegaram a Belém
(…) Por volta das cinco horas chegaram a Belém. Houve a informação de que o comboio passava dali a quinze minutos. Foram tomadas as posições: os GE seguiram à frente da locomotiva, os restantes na carruagem da cauda.
Era uma hora da tarde quando todos se apearam. O grupo de combate “Rato” dividiu-se em quatro secções, pelos pilares da ponte.
Após as precauções tomadas, o grupo “Rato” inspeccionou toda a passagem do rio Luchímua, pelo interior da ponte, nada detectando. O comboio passou e lançou, quilómetros acima, os grupos “Lobo” e “Rato”. O “Gato” avançou pela margem sul do rio. Passados que foram 30 minutos, foi feita uma pausa, tendo o Cancela mandado chamar o guia.
- Temos de ir em direcção aos montes Checulo, mas seguindo a margem do rio Luchímua, ouviste?
Pausa e um olhar expectante do guia, um ex-turra, ao serviço da DGS (Pide).
- Percebeste o que queremos?
Novo silêncio.
- Ò porra, nós queremos ir para os montes Checulo…Estás a compreender?
- Meu alferes – disse o cabo Constantino, um negro de educação europeia – ele não fala português! …Se me permite vou falar com ele em Macua.
- Tenta lá, porque esta merda já me está a cheirar mal.
E o cabo Constantino tentou…
Passados uns momentos:
- Meu alferes, ele não fala Macua mas sim Ajáua! (…).
Era uma hora da tarde quando todos se apearam. O grupo de combate “Rato” dividiu-se em quatro secções, pelos pilares da ponte.
Após as precauções tomadas, o grupo “Rato” inspeccionou toda a passagem do rio Luchímua, pelo interior da ponte, nada detectando. O comboio passou e lançou, quilómetros acima, os grupos “Lobo” e “Rato”. O “Gato” avançou pela margem sul do rio. Passados que foram 30 minutos, foi feita uma pausa, tendo o Cancela mandado chamar o guia.
- Temos de ir em direcção aos montes Checulo, mas seguindo a margem do rio Luchímua, ouviste?
Pausa e um olhar expectante do guia, um ex-turra, ao serviço da DGS (Pide).
- Percebeste o que queremos?
Novo silêncio.
- Ò porra, nós queremos ir para os montes Checulo…Estás a compreender?
- Meu alferes – disse o cabo Constantino, um negro de educação europeia – ele não fala português! …Se me permite vou falar com ele em Macua.
- Tenta lá, porque esta merda já me está a cheirar mal.
E o cabo Constantino tentou…
Passados uns momentos:
- Meu alferes, ele não fala Macua mas sim Ajáua! (…).
História extraída de “Cancela Tropa – O Uivo da DGS”
(Escrito por um militar da Companhia de Caçadores 4242, que prestou serviço militar em Mandimba, Niassa, Moçambique, nos anos de 1972/74)
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Xeque mate
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| Emblema da C. Caç. 4242, desenhado pelo João Macedo, Furriel |
No sentido figurado, xeque mate indica o momento em que alguém está numa situação constrangedora, quando recebe um ultimato e deve tomar uma decisão para seguir um caminho ou perder alguma coisa. Nesse momento a pessoa está a receber um xeque mate. Em inglês, a expressão xeque mate é traduzida por checkmate
Wikipédia
sábado, 11 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
OPERAÇÃO NARCEJA
NARCEJA 24 - 19NOV1973- LINCE
Nomadização na região entre o rio Lugenda e rio Lissimba, com montagem de emboscadas no rio Lissimba, por 3 dias.
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| Um dos rios referidos no relatório de acção. Foto do álbum do Castro que mora na Trofa |
NARCEJA 25 - 19NOV1973- COBRA
Nomadização na região entre o rio Lissimba, rio Luchímua e rio Nalenge, com montagem de emboscadas no rio Lissimba, por 4 dias.
NARCEJA 26 - 22NOV1973- LOBO
Nomadização na margem sul do rio Luchímua, na região de confluência com o rio Chitembuela e montagem de emboscadas, por 4 dias.
NARCEJA 27 - 24NOV1973- LINCE
Nomadização na região da serra Checulo, com montagem de emboscadas na região entre o rio ...(elegível)... e o rio Luchímua, por 3 dias.
NARCEJA 30 - 28NOV1973- COBRA
Nomadização na região do rio Luchímua, rio Lissimba e rio Nalange, com montagem de emboscadas no rio Luchímua, por 3 dias.
História da Companhia, pag. 59sábado, 17 de dezembro de 2016
BOAS FESTAS DE NATAL E FELIZ ANO 2017
NESTE ARTIGO SERÃO PUBLICADAS TODAS AS MENSAGENS DE BOAS FESTAS ENVIADAS PELOS NOSSOS COMPANHEIROS E AMIGOS:
A ENVIAR PARA O SEGUINTE MAIL DO NOSSO DIRECTOR: mcalmeida49@gmail.com
MENSAGENS
1. Mensagem de Moreira Nunes:Caros amigos
Agradeço os votos de BOAS FESTAS e FELIZ ANO DE 2017. É para mim um grato prazer de mais um ano passado na vossa companhia.
Que o tempo que nos resta seja para nos unir e podermos sempre recordar tudo o que de bom o destino nos proporcionou.
Bem hajam e até breve.
Um abraço do
Moreira Nunes
2. Mensagem de Capelas:
Também desejo aos meus ex. companheiros de luta da CAÇ4242, um Santo e Feliz Natal e um próspero Ano Novo, junto daqueles a quem mais amam, com muita saúde e paz.
Recordando o nascimento de Jesus, porque Ele é o nosso Natal.
Um abraço a todos
Joaquim Capelas
3. Mensagem do Delfim, o Brasileiro
A todos os meus companheiros da Companhia de Caçadores 4242, Mandimba, desejo um Feliz Natal e um próspero Ano Novo com muita alegria e saúde, mas lembrem-se do Natal de 1972 e 1973 no qual a ceia foi ração de combate.
Graças ao bom Deus estamos em breve a comemorar o Natal 2016 com um bom bacalhau e aquele vinho...
Recebam um forte abraço: Todos!
Delfim, o Brasileiro - como era conhecido.
4.Mensagem de Jaime Leite:
Aos meus queridos ex-companheiros da C.CAÇ. 4242, os desejos de BOAS FESTAS e FELIZ ANO 2017 para vós e vossas famílias.
A todos um grande abraço de NATAL.
Leite
5. Mensagem de :Azevedo
Para a família da C. Caç .4242/72 desejos de um Bom Natal e excelente Ano Novo, na companhia de todos os que lhe são queridos.
Aquele abraço do
Azevedo
6.Mensagem de Luis Simão:
Para todos os companheiros amigos e respectivas famílias desejo um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de saúde e amor.
Votos do amigo
Luis Simão
7.Mensagem de Adérito Roxo:
Desejo a todos os companheiros e respectivas famílias um Feliz Natal e Ano Novo, com saúde, paz e muitas felicidades.
Adérito Roxo
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8. Mensagem de Avelino Teixeira:
Camaradas, mais um ano passado e cada vez mais velhos mas com a mesma alegria.
Para todos os camaradas de armas desejo que o próximo ano seja de muitas alegrias junto dos familiares e amigos.
Um grande abraço e até sempre
Camaradas, mais um ano passado e cada vez mais velhos mas com a mesma alegria.
Para todos os camaradas de armas desejo que o próximo ano seja de muitas alegrias junto dos familiares e amigos.
Um grande abraço e até sempre
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Faleceu a esposa do BELÉ
É com profunda consternação e pesar que vos comunico que faleceu ADÉLIA FERREIRA, esposa do nosso companheiro José Ferreira Luís Belé que era e continua a ser o nosso electricista e que reside em Lagoa, Algarve.
Ao Belé e aos familiares apresentamos as nossas condolências.
Força companheiro, todos os teus antigos companheiros da C. Caç. 4242 estão contigo neste momento doloroso.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
"Operação Marosca"
“(…a tropa especial e alguns elementos da DGS, a secreta do Estado, matam em tempo recorde 400 pessoas. Procuram a base do inimigo, mas encontram aldeias indefesas, apenas com mulheres, crianças e velhos desarmados. Fazem-se experiências. Um soldado abre o ventre de uma mulher grávida e mostra-lhe o sexo do feto. Outros colocam os canos das armas na boca de recém-nascidos, à laia de biberão. E as donzelas, depois de satisfazerem o ímpeto dos defensores da pátria, são abatidas. Foi apenas mais uma atrocidade praticada pelo exército colonial, mas esta teve parangonas na imprensa estrangeira porque missionários a denunciaram à opinião pública internacional. (…)”
Massacres em Moçambique, Felícia Cabrita, A Esfera dos Livros, 2008
O excerto acima refere-se àquilo que ficou conhecido como o massacre de Wiryamu, na zona de Tete, Moçambique, ficando registada como a maior nódoa do exército colonial português, que uns dias antes do Natal de 1972, roubou a vida a centenas de moçambicanos indefesos…
Eu - o director deste blogue - ainda me lembro de, nos primeiros meses de 1973, andar a distribuir panfletos de acção psicológica, desmentindo o acontecimento perante os militares da Companhia e da população em geral da área de Mandimba e Belém (Belém agora chama-se Mitande). Aliás, para os os altos dirigentes militares (os tais cabeças de ar condicionado), essa povoação nem sequer existia no mapa de Portugal - leia-se Moçambique -, desmentido esse efectuado pelo nosso então Ministro do Negócios Estrangeiros na ONU.
Uma vergonha!
Massacres em Moçambique, Felícia Cabrita, A Esfera dos Livros, 2008
O excerto acima refere-se àquilo que ficou conhecido como o massacre de Wiryamu, na zona de Tete, Moçambique, ficando registada como a maior nódoa do exército colonial português, que uns dias antes do Natal de 1972, roubou a vida a centenas de moçambicanos indefesos…
Eu - o director deste blogue - ainda me lembro de, nos primeiros meses de 1973, andar a distribuir panfletos de acção psicológica, desmentindo o acontecimento perante os militares da Companhia e da população em geral da área de Mandimba e Belém (Belém agora chama-se Mitande). Aliás, para os os altos dirigentes militares (os tais cabeças de ar condicionado), essa povoação nem sequer existia no mapa de Portugal - leia-se Moçambique -, desmentido esse efectuado pelo nosso então Ministro do Negócios Estrangeiros na ONU.
Uma vergonha!
Texto da autoria do director do blogue
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
POESIA DO CAPELAS
Olá companheiros
Joaquim Capelas
Dois anos de tropa em Mandimba, 1972/1974
C. CAÇ 42 42 - Moçambique
1
Vou falar de tropa
Isso fez parte da minha vida
Há três meses que me encontrava
À espera da minha partida
2
De Santa Margarida eu saí
Com destino ao Ultramar
Meu coração ia triste
Só tinha vontade de chorar
(...)
PARA LER O POEMA COMPLETO, CLIQUE AQUI
Ao aceder novamente ao blogue da C.CAÇ.4242, lembrei-me de um trabalho que tenho na minha posse, o qual foi feito durante a nossa estadia em Mandimba. Este trabalho é baseado nuns versos que passo a enviar por anexo.
São versos que diz respeito à saída do Continente para Moçambique e o relato de alguma coisa que se fez durante aqueles dois anos.
Era para apresentá-los no nosso almoço em Nisa, mas não o fiz por esquecimento. Envio agora se há possibilidades de serem introduzidos no Blog da CCAÇ4242.
Eles foram escritos com a máquina de escrever que estava na secretaria, mas passei-os depois por computador.
Ainda tenho na minha posse os originais para recordação.
Um abraçoJoaquim Capelas
Dois anos de tropa em Mandimba, 1972/1974
C. CAÇ 42 42 - Moçambique
1
Vou falar de tropa
Isso fez parte da minha vida
Há três meses que me encontrava
À espera da minha partida
2
De Santa Margarida eu saí
Com destino ao Ultramar
Meu coração ia triste
Só tinha vontade de chorar
(...)
PARA LER O POEMA COMPLETO, CLIQUE AQUI
domingo, 23 de outubro de 2016
Venceslau e Outras Histórias de Mamíferos Como Nós
Hoje é lançamento do livro do Rui Jackareh, filho do nosso Director Almeida Psícola e grande entusiasta e animador dos encontros da C. Caç. 4242.
Para mais informações:
https://www.facebook.com/ruipedroalmeida6230?fref=nf&pnref=story
Para mais informações:
https://www.facebook.com/ruipedroalmeida6230?fref=nf&pnref=story
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
BOB DYLAN - Nobel da Literatura 2016
Um poema musicalizado que questiona a paz, a guerra e a liberdade.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Mensagem do Mota
Há dias recebi um telefonema do nosso amigo Almeida (psícola)
que tinha alguém ao lado dele que me queria cumprimentar; quem seria? Para meu
agrado e de todos nós saiu o nosso camarada VEIGA, ex. furriel da C.CAÇ 4242.
Quem é o VEIGA?
É aquele individuo (natural de Nampula) que apareceu em Mandimba e que calçava botas n.º 45, um
tamanho acima da média. As ditas botas eram tão grandes que o nosso
amigo Azevedo as calçava sempre quando bebia uns copos, pois serviam-lhe de
base de sustentação - o Azevedo calça o 38!...
O Veiga, além de calçar botas 45 - um tamanho grande - também tem um
coração ainda maior, pois é dos camaradas que sempre é lembrado quando nos
reunimos nos nossos jantares anuais, pelo que desde já faço daqui um apelo ao VEIGA
para este ano estar presente no próximo jantar convívio, para receber um abraço
de todos nós.
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| Mota e Veiga |
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| Paixão, Mota e Veiga |
Aqui envio duas fotos datadas de maio/junho de 1974; uma tirada na messe de
sargentos com o Paixão a dar-me bebida na boca para eu não me cansar muito e o
Veiga. E outra, tirada, sentados sobre a obra de arte dirigida e executada pelo
nosso amigo Macedo: O PAIOL.
Um abraço para toda a família da C.CAÇ 4242.
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