quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

OPERAÇÃO NARCEJA

NARCEJA 24 - 19NOV1973- LINCE
Nomadização na região entre o rio Lugenda e rio Lissimba, com montagem de emboscadas no rio Lissimba, por 3 dias.
Castro
Um dos rios referidos no
 relatório de acção. Foto do álbum
do Castro que mora na Trofa
NARCEJA 25 - 19NOV1973- COBRA
Nomadização na região entre o rio Lissimba, rio Luchímua e rio Nalenge, com montagem de emboscadas no rio Lissimba, por 4 dias.
NARCEJA 26 - 22NOV1973- LOBO
Nomadização na margem sul do rio Luchímua, na região de confluência com o rio Chitembuela e montagem de emboscadas, por 4 dias.
NARCEJA 27 - 24NOV1973- LINCE
Nomadização na região da serra Checulo, com montagem de emboscadas na região entre o rio ...(elegível)... e o rio Luchímua, por 3 dias.
NARCEJA 30 - 28NOV1973- COBRA
Nomadização na região do rio Luchímua, rio Lissimba e rio Nalange, com montagem de emboscadas no rio Luchímua, por 3 dias.
História da Companhia, pag. 59

sábado, 17 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS DE NATAL E FELIZ ANO 2017




NESTE ARTIGO SERÃO PUBLICADAS TODAS AS MENSAGENS DE BOAS FESTAS ENVIADAS PELOS NOSSOS COMPANHEIROS E AMIGOS:
 A ENVIAR PARA O SEGUINTE MAIL DO NOSSO DIRECTOR: mcalmeida49@gmail.com

MENSAGENS
1. Mensagem de Moreira Nunes:
    Caros amigos
    Agradeço os votos de BOAS FESTAS e FELIZ ANO DE 2017. É para mim um grato prazer       de mais um ano passado na vossa companhia.
    Que o tempo que nos resta seja para nos unir e podermos sempre recordar tudo o que de             bom  o destino nos proporcionou.
    Bem hajam e até breve.
    Um abraço do
    Moreira Nunes

2.  Mensagem de Capelas:
   Também desejo aos meus ex. companheiros de luta da    CAÇ4242, um Santo e Feliz Natal e um próspero Ano        Novo,  junto daqueles a quem mais amam, com muita      saúde e paz.
   Recordando o nascimento de Jesus, porque Ele é o          nosso Natal.
   Um abraço a todos

     Joaquim Capelas 


3. Mensagem do Delfim, o Brasileiro
    A todos os meus companheiros da Companhia de Caçadores       4242, Mandimba, desejo um Feliz Natal e um próspero Ano       Novo com muita alegria e saúde, mas lembrem-se do Natal de     1972 e 1973 no qual a ceia foi ração de combate.
    Graças ao bom Deus estamos em breve a comemorar o Natal     2016 com um bom bacalhau e aquele vinho...
    Recebam um forte abraço: Todos!
    Delfim, o Brasileiro - como era conhecido.

4.Mensagem de Jaime Leite:
 Aos meus queridos ex-companheiros da C.CAÇ. 4242, os desejos de BOAS FESTAS e FELIZ ANO 2017 para vós e vossas famílias.
A todos um grande abraço de NATAL.
Leite

5. Mensagem de :Azevedo
 Para a família da C. Caç .4242/72 desejos de um Bom Natal e excelente Ano Novo, na companhia de todos os que lhe são queridos.
Aquele abraço do 
Azevedo

6.Mensagem de Luis Simão:

 Para todos os companheiros amigos e respectivas famílias desejo um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de saúde e amor.
Votos do amigo
Luis Simão

7.Mensagem de Adérito Roxo:
 Desejo a todos os companheiros e respectivas famílias  um Feliz Natal  e Ano Novo, com saúde, paz e muitas felicidades.
Adérito Roxo
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8. Mensagem de Avelino Teixeira:
Camaradas, mais um ano passado e cada vez mais velhos mas com a mesma alegria.
Para todos os camaradas de armas desejo que o próximo ano seja de muitas alegrias junto dos familiares e amigos.
Um grande abraço e até sempre

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Faleceu a esposa do BELÉ

É com profunda consternação e pesar que vos comunico que faleceu ADÉLIA FERREIRA, esposa do nosso companheiro José Ferreira Luís Belé que era e continua a ser o nosso electricista e que reside em Lagoa, Algarve. 
Ao Belé e aos familiares apresentamos as nossas condolências. 
Força companheiro, todos os teus antigos companheiros da C. Caç. 4242 estão contigo neste momento doloroso. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

"Operação Marosca"

“(…a tropa especial e alguns elementos da DGS, a secreta do Estado, matam em tempo recorde 400 pessoas. Procuram a base do inimigo, mas encontram aldeias indefesas, apenas com mulheres, crianças e velhos desarmados. Fazem-se experiências. Um soldado abre o ventre de uma mulher grávida e mostra-lhe o sexo do feto. Outros colocam os canos das armas na boca de recém-nascidos, à laia de biberão. E as donzelas, depois de satisfazerem o ímpeto dos defensores da pátria, são abatidas. Foi apenas mais uma atrocidade praticada pelo exército colonial, mas esta teve parangonas na imprensa estrangeira porque missionários a denunciaram à opinião pública internacional. (…)”
Massacres em Moçambique, Felícia Cabrita, A Esfera dos Livros, 2008

O excerto acima refere-se àquilo que ficou conhecido como o massacre de Wiryamu, na zona de Tete, Moçambique, ficando registada como a maior nódoa do exército colonial português, que uns dias antes do Natal de 1972, roubou a vida a centenas de moçambicanos indefesos…
Eu - o director deste blogue - ainda me lembro de, nos primeiros meses de 1973, andar a distribuir panfletos de acção psicológica, desmentindo o acontecimento perante os militares da Companhia e da população em geral da área de Mandimba e Belém (Belém agora chama-se Mitande). Aliás, para os os altos dirigentes militares (os tais cabeças de ar condicionado), essa povoação nem sequer existia no mapa de Portugal - leia-se Moçambique -, desmentido esse efectuado pelo nosso então Ministro do Negócios Estrangeiros na ONU.
Uma vergonha!
Texto da autoria do director do blogue


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

POESIA DO CAPELAS

Olá companheiros

Ao aceder novamente ao blogue da C.CAÇ.4242, lembrei-me de um trabalho que tenho na minha posse, o qual foi feito durante a nossa estadia em Mandimba. Este trabalho é baseado nuns versos que passo a enviar por anexo.
São versos que diz respeito à saída do Continente para Moçambique e o relato de alguma coisa que se fez  durante aqueles dois anos.
Era para apresentá-los no nosso almoço em Nisa, mas não o fiz por esquecimento. Envio agora se há possibilidades de serem introduzidos no Blog da CCAÇ4242.
Eles foram escritos com a máquina de escrever que estava na secretaria, mas passei-os depois por computador.
Ainda tenho na minha posse os originais para recordação.
Um abraço
Joaquim Capelas


Dois anos de tropa em Mandimba, 1972/1974
                       C. CAÇ 42 42 - Moçambique

               1
Vou falar de tropa                                              
Isso fez parte da minha vida                                  
Há três meses que me encontrava                
À espera da minha partida                            
                2
De Santa Margarida eu saí                            
Com destino ao Ultramar                              
Meu coração ia triste                                    
Só tinha vontade de chorar
       (...)

    PARA LER O POEMA COMPLETO, CLIQUE AQUI
       

domingo, 23 de outubro de 2016

Venceslau e Outras Histórias de Mamíferos Como Nós

Hoje é lançamento do livro do Rui Jackareh, filho do nosso Director Almeida Psícola e grande entusiasta e animador dos encontros da C. Caç. 4242.

Para mais informações:

https://www.facebook.com/ruipedroalmeida6230?fref=nf&pnref=story

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

BOB DYLAN - Nobel da Literatura 2016


Um poema musicalizado que questiona a paz, a guerra e a liberdade.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Mensagem do Mota

Há dias recebi um telefonema do nosso amigo Almeida (psícola) que tinha alguém ao lado dele que me queria cumprimentar; quem seria? Para meu agrado e de todos nós saiu o nosso camarada VEIGA, ex. furriel da C.CAÇ 4242.
Quem é o VEIGA?
É aquele individuo (natural de Nampula) que apareceu em Mandimba  e que calçava botas n.º 45, um tamanho acima da média. As ditas botas eram tão grandes que o nosso amigo Azevedo as calçava sempre quando bebia uns copos, pois serviam-lhe de base de sustentação - o Azevedo calça o 38!...
O Veiga, além de calçar botas 45 - um tamanho grande - também tem um coração ainda maior, pois é dos camaradas que sempre é lembrado quando nos reunimos nos nossos jantares anuais, pelo que desde já faço daqui um apelo ao VEIGA para este ano estar presente no próximo jantar convívio, para receber um abraço de todos nós.
Mota e Veiga


Paixão, Mota e Veiga
Aqui envio duas fotos datadas de maio/junho de 1974; uma tirada na messe de sargentos com o Paixão a dar-me bebida na boca para eu não me cansar muito e o Veiga. E outra, tirada, sentados sobre a obra de arte dirigida e executada pelo nosso amigo Macedo: O PAIOL.

Um abraço para toda a família da C.CAÇ 4242.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Operação Munhehere


OPERAÇÃO MUNHEHERE
Extracto oficial do Relatório da Companhia
15JUL74
Hoje, pelas 12,30 h, quando o GRUPO COMB ROLA regressava do destacamento de Munhehere, [a viatura em que seguiam] accionou uma mina A/C em região coord. (1358,5:3556), muito próximo da povoação de JUMA, causando 12 feridos às NT, entre os quais 4 gravemente feridos e [ainda] 2 elementos da POP, também em perigo de vida.
Supõe-se que o referido engenho explosivo tinha sido colocado pouco antes.
A viatura Unimog 404 ficou parcialmente [?] destruída.
A evacuação dos feridos continua a fazer-se a a partir de Belém.
Um GR COMB deslocou-se ao local e prosseguem as averiguações.
(……)
BAIXAS
ABATES:
- 1ºCABO – 06797972 – ANTÓNIO DA COSTA OLIVEIRA

-SOLD – 06566072 – ANTÓNIO DA CUNHA FERNANDES
Faleceram na 1ª ENF MILITAR REGIONAL, em 16JUL74, para onde haviam sido evacuados, por motivo de acidente em campanha. [Leia-se morte em combate]

sábado, 10 de setembro de 2016

Cobra mamba

Mecanico Gudossone, militar da c. caç 4242
que serviu Portugal
Mamba-negra é a segunda serpente maior e mais venenosa do mundo, vivendo a maior parte do tempo no solo, mas pode escalar árvores com facilidade. O seu veneno causa paralisia, podendo levar a vítima à morte se não for tratada rapidamente. Se a picada for na região do pé ou na canela pode levar de 2 a 4 horas para a vítima ver a morte.
O sold. GE nº 1151/72, da C. Caç. 4242, Mecanico Gudossone, faleceu com a picada desta serpente. Foram necessárias poucas horas para fazer sucumbir este corpulento soldado africano. Nem a evacuação heli lhe serviu de remédio. Chegou ao hospital de Vila Cabral já cadáver.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Lenda da origem do nome Mandimba


"Quando os Portugueses entraram em Moçambique, a localidade de Mandimba era conhecida por 'Nlenga', que significa: “quem tem sorte vive, quem não tem, morre.”
Nlenga situava-se numa serra e era lá que viviam os Portugueses. Os nativos eram capturados e levados para a serra para trabalhos forçados e muitos morriam, incluindo os próprios chefes portugueses.
Existia um lugar na área de Equimepe conhecida por Pamponechela que significa: “Logo se vê onde se bate nas pessoas,” porque dali podia-se ver a serra onde viviam os Portugueses.
Conta a lenda que o chefe nativo, Mulolo, provocou um tipo de trovoada que destruiu as casas dos Portugueses sem os matar, mas obrigou-os a descerem e a transferirem o GDM para baixo porque eles não tinham autorizaçāo para viver na serra nem para maltratar os nativos.
Conta ainda a lenda que havia um rio de nome Mandimba que nascia num pântano, no Malawi junto de uma abertura que parecia um tanque. Ao lado do tanque havia um caminho por onde as pessoas passavam. Nesse lugar sempre se ouvia o ruído de batuque. Na língua local, esse ruído chamava-se Xindimba. Também em Munheyere, num caminho que passava junto a uma serra ouvia-se o Xindimba.
Os Portugueses associaram o nome do rio Mandimba ao barulho Xindimba e baptizaram a sua nova terra de Mandimba."
By my friend TIM

sábado, 25 de junho de 2016

31º CONVÍVIO - DISCURSO DO SIMAS

(...)
Seguindo o lema sejamos generosos no elogio e comedidos na critica e porque não vem nem podia vir na História da CCAÇ 4242, é altura de todos nós tomarmos conhecimento, de duas intervenções decisivas do Capitão Moreira Nunes no sentido da nossa Companhia não ter sido mais sacrificada e ou martirizada.
A primeira foi que, quando chegados à Beira e depois também em Nampula, nós que tínhamos Guia de Marcha para Mandimba, haviam forças ocultas de altas esferas que nos queriam empurrar para outros sítios mais “quentes”. O Capitão Nunes, e bem, fez o que tinha a fazer que foi o de defender com firmeza o local a que inicialmente estávamos destinados – Mandimba.(...)

Para ler o discurso completo CLICAR AQUI