(…) Nesse dia [Páscoa] levantei-me às 5 da matina e andei mais de 200 km, no "pincha", para ir buscar um porco para o dia de Páscoa. O objectivo era fornecer ao pessoal aquartelado uma refeição melhorada. Azar foi o meu e de toda a malta que o porco morrera de doença – e que grande que ele era! Como o comboio Nacala-Vila Cabral descarrilara não haveria carne para um dia de tão real importância. Solução: ração de combate (…)
In diário de um militar da c.caç. 4242
segunda-feira, 25 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Pilha-galinhas
14FEV1974-Chegámos a Namuáia às 01 hora, pernoitando no mesmo aldeamento. Às 05 horas levantámos o acampamento e seguimos em direcção ao Juma, onde chegámos às 06,30 horas. Aí inteirámo-nos do que acontecera: na noite do dia 10FEV um grupo inimigo atacou a povoação do Juma em cinco frentes, com armas automáticas e Bazooka, roubando em seguida milho, mandioca, galinhas e roupa. No ataque foi abatido um elemento da população civil e o inimigo capturou uma Mauser 7,9 mm F-6063 distribuída a Carlos Adamo. Às 17,30 h recebemos ordem de ir até Munhehere. Pernoitámos no aldeamento de Muhimua que ficava em caminho.
Da história da C. Caç 4242
Da história da C. Caç 4242
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Mensagem do Azevedo
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| De preferência 2 M ...cerveja, claro!... |
Recordo a noite em que eu e o Borges preparámos cadeiras e bancos para ir ao cinema na CODAM, mas não me esqueço da atitude do primeiro [sargento], quando me quis obrigar a ceder-lhe o lugar. O auto a que estive sujeito foi uma grande dor de cabeça.
...
E aqueles dias e noites em que a 2M, a laurentina, a macieira 3*** e às vezes uma garrafita de whisky nos inspirava!... Foram muitos bons esses dias e muitas boas essas noites, não há dúvida.
Abraços.
Azevedo
Blogue: Companhia de Caçadores 4242 Mandimba-Moçambique
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Mensagem de Milton Mota
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| C.CAÇ. 4242 |
Será que entre tantos não tenham umas histórias para contar do tempo que passámos em Mandimba?
Por mim ainda tenho em memória quando vos deixei em Mandimba e rumei ao DONDO para aí tirar a dita formação para poder integrar o Grupo dos GEs 401.
As datas não me lembro mas foi em Janeiro-Fevereiro de 1973; como os GEs não eram uma tropa regular nada ficava registado.
Será que os militares que integravam aquelas forças eram mercenários?
No DONDO o tempo passou sem grande interesse, mas aí conheci e convivi com os mais afamados militares dos GEPs e GEs.
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| GE 401 |
Não foi tão mau.
Na próxima conversa vou contar o meu regresso a Mandimba.
Um abraço MOTA
Um abraço MOTA
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Comentário do Martins
Joaquim Martins deixou um novo comentário na mensagem "Aquartelamento de Belém":
O militar que está na foto junto ao posto de socorros sou eu, o Martins. Como podem verificar existe uma mangueira à entrada do posto. Dentro havia um pequeno espaço para curativos, uma despensa e um pequeno quarto com uma cama onde eu dormi 10 longos meses. Havia uma porta de saída para os balneários. As instalações gerais do destacamento até não eram más.
O militar que está na foto junto ao posto de socorros sou eu, o Martins. Como podem verificar existe uma mangueira à entrada do posto. Dentro havia um pequeno espaço para curativos, uma despensa e um pequeno quarto com uma cama onde eu dormi 10 longos meses. Havia uma porta de saída para os balneários. As instalações gerais do destacamento até não eram más.
Um abraço do Joaquim Martins
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Aquartelamento de Belém
Aquartelamentos de Moçambique, Manuel Pedro Nunes, edição do autor, 1999, pag. 18 e 19
CLICA NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Comentário do Azevedo
Em Belém, tive de iluminar a pista, depois do acidente da ccaç 4242 no Munhehere. De pouco valeu porque o avião parou depois das duas baixas registadas: cabo Oliveira e soldado Sevilhano, isto já depois do 25 de abril/74!... No local estava eu a coordenar as operações.
...
Havia sempre uma Rosa!... A de Mandimba era bem geitosa, mas lá ficou a sofrer a retirada do alfery r..., furieres... e outros amigos. Será que aínda vive essa rosa? Não creio.
Abraços do Azevedo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Martins [do destacamento de Belém] deixou um novo comentário:
"Caros amigos: Belém era uma localidade calma e posso dizer que se ia a Mandimba sem fazer a picagem. Era zona de passagem dos guerrilheiros da Frelimo e como os comboios eram a fonte principal de abastecimento para Vila Cabral, alguns ataques com minas e emboscadas na linha férrea eram uma forma de nos intimidar. Em Belém recordo o Chefe da Estação, o Enfermeiro dos CFM e as cantinas em frente ao quartel e não posso esquecer as duas africanas Rosa e Amélia das palhotas logo a seguir ao arame farpado junto ás casernas. A árvore que ficava em frente às transmissões era um paraíso para os enxames das abelhas. No rinque de futebol arbitrei alguns jogos entre civis e militares e na pista que ficava ao lado do quartel fiz uma evacuação de um militar ferido com acidente com bala.
Martins"
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Comentário de Manuel Bordeira
Manuel Bordeira, do destacamento de Belém, comentou o blogue, dirigindo-se ao Martins (do destacamento de Belém), ao Azevedo (da C. caç. 4242) e a todos os leitores desta página:
Caro Companheiro Martins
Estou a acompanhar o blogue da CCAÇ4242 e na tua mensagem, vejo que também estiveste em Belém.
Ao que parece também foste vitima de sabotagem no comboio e faço votos não tenhas ficado com lesões graves.
No período que referes ter ficado naquela zona, estava eu em Cabo Delgado/Antadora,conforme já referi em anterior mensagem no blogue.
Neste momento a minha ocupação de reformado, passa um pouco por recolha de fotos e textos relacionados com a " nossa guerra ".
Se tiveres alguma coisa de Belém que vejas ser interessante, agradeço o envio.
Para o companheiro Azevedo que refere as caldeiradas de cabrito do policia RUNA,informo que na foto que enviei, é precisamente esse o almoço e o policia está presente.
Pelos vistos as situações repetiam-se e as ementas não eram muito variadas...
No entanto a ração de combate era muito pior...
Tendo em conta que a minha companhia CCAV3320 não tem qualquer blogue, espero que estas minhas mensagens não sejam consideradas ingerência na vossa comunidade.
Afinal, nesta altura pertencemos todos à mesma companhia e o que nos une é uma juventude marcada por experiências que jamais esqueceremos.
Este blogue está aberto a todos os que queiram intervir.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Comentário do Martins
Martins deixou um novo comentário na sua mensagem "Mensagem de Manuel Bordeira":
Estive em Belém no período de Agosto de 1971 a Julho de 1972.Como Enfermeiro fiz muitas escoltas até ao Catur e nesse período houve uma sabotagem com uma mina num comboio de mercadorias onde também fiquei ferido.Esse destacamento era no meu tempo calmo, mas depois tornou-se perigoso com as minas a aparecerem em qualquer lado. Envio um abraço a todos os militares que passaram por Belém e caso queiram dialogar envio o meu e:mail:joaquim-48@sapo.pt
Estive em Belém no período de Agosto de 1971 a Julho de 1972.Como Enfermeiro fiz muitas escoltas até ao Catur e nesse período houve uma sabotagem com uma mina num comboio de mercadorias onde também fiquei ferido.Esse destacamento era no meu tempo calmo, mas depois tornou-se perigoso com as minas a aparecerem em qualquer lado. Envio um abraço a todos os militares que passaram por Belém e caso queiram dialogar envio o meu e:mail:joaquim-48@sapo.pt
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Mensagem do Azevedo
Azevedo enviou duas hiperligações para o blogue:
"Recordo-me dos camaradas que passaram por Belém. Recordo também os bons momentos vividos, quando a partir de Mandimba lá me deslocava. Recordo aínda as excelentes caldeiradas de cabrito confeccionadas pelo polícia, o Rana, salvo o erro. Abraços do Azevedo (ex.Furriel. da ccaç 4242)."
(...)
"O Dinis da fotografia não me parece ser o mesmo que conhecemos em Belém. O que esteve em Belém no nosso tempo, era alferes da ccaç?, talvez a que substituiu a v/ccav. Esse Dinis é de Vila das Aves e vive em Braga.
Abraços do azevedo
"Recordo-me dos camaradas que passaram por Belém. Recordo também os bons momentos vividos, quando a partir de Mandimba lá me deslocava. Recordo aínda as excelentes caldeiradas de cabrito confeccionadas pelo polícia, o Rana, salvo o erro. Abraços do Azevedo (ex.Furriel. da ccaç 4242)."
(...)
"O Dinis da fotografia não me parece ser o mesmo que conhecemos em Belém. O que esteve em Belém no nosso tempo, era alferes da ccaç?, talvez a que substituiu a v/ccav. Esse Dinis é de Vila das Aves e vive em Braga.
Abraços do azevedo
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Mensagem de Manuel Bordeira
Manuel Bordeia era alferes no destacamento de Belém, pessoal que nos merecia toda a consideração e amizade; lembrar-se-ão os meus caros leitores deste blogue de alguns nomes como o Dinis:
"Caro Companheiro
Acabei de ler,com alguma emoção,o relatório do acidente com mina no comboio Belém-Vila Cabral em 1973.
Nesse mesmo dia estava em Belém e assumia as funções de comandante do destacamento.
Lembro-me perfeitamente da noticia, logo pela manhã.
Fui algumas vezes a Mandimba (pertenciamos admnistrativamente á vossa companhia) e até é provável que nos tenhamos cruzado por lá.
Os ex.Furrieis Lopes e Lima, intervenientes nesse acidente são grandes amigos que pertenciam ao meu pelotão.
O Lopes, ainda hoje, parece não ter recuperado totalmente dessa situação.
Gostava de saber como teve acesso a esse documento e quem o assina, e já agora se tiver algumas fotos de Belém, agradeço envie.
Estamos a ficar velhotes e o recordar também é viver...
A minha companhia era a CCAV3320 sediada em Malema e com dois pelotões em Belém.
(...)
Andei a rebuscar no baú e acabei por encontrar a única foto que tenho de Belém.
Esta foto foi tirada num almoço no quartel em Belém e poucos dias antes da sabotagem ao comboio.
Este almoço aconteceu, quando fui render o Alf. Ala e nele também estiveram o Lopes e o Lima.
em Belém,e dali o regresso a casa.
Se achares interessante ,será um prazer participar no vosso blogue com este testemunho.
Resido em Setúbal e se passares por aqui ,terei muito prazer em te conheComo falas no Dinis, envio outra foto no desembarque em Mocimbua da Praia, onde ele também está.
A minha Companhia CCAV3320 esteve cerca de 18 meses em Antadora e pertencíamos ao Batalhão de Mocimbua.
Antadora era um "BURACO" em Cabo Delgado e situava-se entre Mocimbua e Mueda.
Só depois é que rodamos para Malema,com destacamento cer pessoalmente.
Um Abraço de Ex-Combatente
Um Abraço do ex.Alf.Mil.º"
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
CATUR
(…) As pegadas encontradas evidenciavam que um grupo inimigo
de cerca de 20 elementos, ao proceder ao ataque, se havia colocado
paralelamente à via férrea. Findo o patrulhamento e depois de normalizar a
situação, o comboio prosseguiu para o Catur levando nova escolta.
Resultados obtidos: fogo de reconhecimento dado pelas nossas tropas parece não
ter atingido o inimigo mas, provavelmente, evitou que este atacasse o comboio
após o ter sabotado.
Resultados sofridos: a) 4 militares feridos sem gravidade aparente. Estes foram
evacuados para a enfermaria do sector “A”;b)
destruição parcial de 5 carruagens do caminho-de-ferro.
Fonte: História oficial da C. Caç. 4242, pag. 33
CLICA NO LINK ABAIXO, COM SEGURANÇA, e vê algumas imagens atuais de MANDIMBA
http://www.panoramio.com/photo/15635251
Fonte: História oficial da C. Caç. 4242, pag. 33
http://www.panoramio.com/photo/15635251
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Mensagem do Milton Mota
Aqui envio umas fotos daquela famosa ponte no rio Mandimba; na 1ª foto foi onde caí com o Aguiar (condutor); sobre a ponte (2ª foto) temos o nosso camarada ex. alferes Fernandes e na 3ª foto o jipe no quartel depois do acidente.
Um abraço
Milton Mota
Um abraço
Milton Mota
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