segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Soldado da Guitarra

Custam-me a sair as palavras. As más notícias correm velozes, tornando o destino mais cruel. Faleceu o ex-soldado radiotelegrafista José Santos Fevereiro, nosso companheiro de armas da C. Caç. 4242. Ficámos mais pobres.

Em nome de todos os camaradas, manifesto as nossas sentidas condolências à família.

Até sempre.

Mensagem do Silva

Já mandei fazer uma lápide para a família pôr na campa ou onde entender, em nosso nome. Quando estiver feita enviarei foto para [...] o Blogue.
Pensei que nós [...] deveríamos ter uma atenção ao Fevereiro.
Aqueles que da Lei da morte se libertaram, é um dos casos. Foi sempre prestável para nos alegrar com a sua viola e a sua alegria naqueles momentos de maluqueira e de saudade.
Inclusivé, no ano em que foi o responsável pelo nosso convívio participou num Cunjunto Musical para que podessemos brincar com as nossas MARIAS, o que não podemos esquecer.

Onde estiveres, o nosso muito obrigado e descanso que bem mereces.
Até um dia.

Mensagem do Azevedo

Ontem [13/11] recebi um telefonema do ex-condutor Adão Braga, informando-me do falecimento do Fevereiro.
Mais um amigo que nos deixa, ele, a sua viola e a sua música que ficam na nossa memória para sempre.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paludismo ou malária

A designação paludismo surgiu no sec. XIX, formada a partir da forma latinizada de paul, palude, com o sufixo -ismo. Malária é termo de origem italiana que se internacionalizou e que surge em obras em português na mesma altura. Termo médico tradicional era sezonismo, de sezão.
O nosso administrador do blogue, assim com muitos militares da C. Caç. 4242, foram acometidos desta doença, mas dela escaparam.



O parasita do paludismo - mosquito - ataca primeiro o fígado e a pouco e pouco, destrói as células sanguíneas alimentando-se da hemoglobina dos glóbulos vermelhos, provocando anemia e favorecendo a introdução de toxinas que provocam febres elevadas.
Depois de uma sucessão de várias horas de frio e de outras tantas de febres altas, segue-se uma fase de transpiração intensa que precede o fim da malária e que é acompanhada por uma sensação de alívio e bem-estar.



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Carta de um guerrilheiro da Frelimo

Carta de um guerrilheiro da Frelimo deixada no local, aquando da fuga dos guerrilheiros, zona de Mandimba, área de influência da C. Caç. 4242, em resultado da operação de "Juma a Namicoio Velho".
"Objectivo que me leva a escrever esta carta necessito de saber como comia massaroca por dia 10 ou 20 ou mais???"
In História da C. Caç. 4242
Para ler o texto completo Clique Aqui


terça-feira, 25 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mensagem de Abílio Mapapá

Passei a minha infancia em Belém (1966-1974); Esta imagem é marcante para mim, porque foi exactamente naquele local que apanhei uma picada de escorpião, foi horrível.

Abílio Mapapá (filho do enfermeiro dos CFM em Belém)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Punição de um soldado surumado

DA HISTÓRIA DA COMPANHIA 4242

“Punições
Ordem de Serviço nº 50 - 11SET73
Puno com 10 (dez) dias de prisão disciplinar, o sold. 72279171 – Vasco Alfredo Massimbe, desta companhia, por ter sido por mim encontrado dando fortes indícios de embriaguês e se ter envolvido numa discussão com os seus camaradas, perturbando a boa harmonia que é para desejar entre camaradas e, quando foi advertido por um seu superior, Furriel, para que regressasse à caserna, evitando assim maior desacato, não cumpriu prontamente as ordens desse seu superior.
Infringiu os deveres 2º, 24º e 25º do RDM.
Atendeu-se ao seu bom comportamento anterior.”
In História da Companhia
[Esta é a versão oficial]

Versão real: O sold Massimbe, do contingente local, apresentou-se na formatura influenciado por estupefacientes, por outras palavras, fumou suruma, também conhecida por marijuana ou liamba, e na formatura da parada apresentava indícios de instabilidade e desaprumo, provocando desordem com tentativa de agressão ao sargento de dia. Este pediu ajuda e vem em seu auxílio o Fur Almeida da Psico que , ripando de um chicote de pele de hipopótamo, castigou o prevaricador. Este, virando-se para o Psícola diz em voz cavernosa e com olhos raiados de sangue: “também você, furriel professor?!...

Moral da história: Para grandes males, grandes remédios…
O Comandante do Batalhão agravou a pena para o dobro -20 dias!

Almeida Psico

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mensagem do Azevedo

Azevedo enviou-lhe uma hiperligação para o blogue:



Será que o nosso amigo Carlos Almeida, não trouxe mais coisas de Moçambique "Maputo" para nos mostrar? Aquele abraço. Azevedo

domingo, 4 de setembro de 2011

Mensagem do Azevedo



Azevedo enviou-lhe uma hiperligação para o blogue:


Encontra-se numa missão de trabalho, em Maputo, o nosso amigo e ex. camarada Carlos Almeida "o vague". Como ele sabe que eu visitei Lourenço Marques, agora Maputo, ligou-me de lá a dar conta de como decorrem as coisas. Obrigado Almeida e muito sucesso na feira.
Grande abraço do Azevedo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Guerra subterrânea - Minas

No Niassa, nas estradas que irradiam de Vila Cabral para para Metangula, Nova Viseu ou Tenente Valadim, as minas, associadas à quase inexistência de vias, ao clima chuvoso e ao terreno ravinado, junto ao lago transformaram os movimentos necessários à sobrevivência das tropas e ao seu emprego em combate em operações de grande duração e desgaste, que esgotavam só por si as suas capacidades e lhes retiravam a iniciativa
É ainda em Moçambique que se regista o maior emprego de minas por parte das forças portuguesas. O general Kaulza de Arriaga, em carta ao ministro da Defesa, Sá Viana Rebelo, em 29 de Janeiro de 1973, solicitou o fornecimento de 150 000 minas anti-pessoais para Cahora Bassa e um milhão para interdição da fronteira norte, junto ao rio Rovuma.
Num ponto de situação feito ao comandante-chefe, em Vila Cabral, foi referido que na zona do Niassa, em 1972, os guerrilheiros haviam realizado 412 acções, das quais 223 foram colocação de engenhos explosivos (54 por cento do total). Destas, 78 foram accionados pelas forças portuguesas, que sofreram 43 mortos, 51 feridos graves e 151 feridos ligeiros. (…)
http://www.guerracolonial.org
Ler aqui o texto completo

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cancioneiro do Niassa


01/03 - Cancioneiro do Niassa por terraweb

Operação Duelo

“DUELO 3” – 08FEV1973 – LINCE

Nomadização na região do monte Evenga e monte Lussange, por 4 dias.

“DUELO 4” – 09FEV1973 – LOBO

Nomadização na região da serra de Scheculo e margem sul do rio Luchimua, por 4 dias.

“DUELO 5” – 14FEV1973 – COBRA

Nomadização na região do monte Tchonde, rio Lugenda, e rio Lissimba e região do monte Mecongo, entre o rio Lissimba e o rio Luchimua, por 4 dias.

História oficial da C. Caç. 4242